terça-feira, 4 de junho de 2013

UNICIDADE

O que importa de verdade era o que eu sentia, independente de você, independente de tudo mais. O importante era a forma que eu te olhava, que eu te via, a atmosfera que os meus olhos te lambiam de admiração, de desejo de tudo o que é bom e do bem, do:  “te quero mais e mais"...

O que importava de fato era a aura multicolorida que envolvia o meu olhar ao contemplá-la, quando os meus olhos transcendiam e elevavam-se ao mais sublime dos céus para vê-la através das lentes do Amor.

O importante era sentir a plenitude e a leveza de todo o amor que nos dedicávamos da aurora ao ocaso, período que os teus olhos cruzavam com os meus, se conectavam e nos envolvia de plena paz e harmonia.

O que importa é que nos fazíamos um de tal forma que não havia como nos separar, e não somente no sexo, mas na vida, acordados ou dormindo, conscientes ou inebriados.

Sempre tivemos o fundamental: almas mescladas, mixadas, fundidas, unificadas, inseparáveis como o fogo e o sol, a chuva e a água, o sabor e o tempero, a contemplação e os olhos, eu e você; unidos e felizes para sempre.

Cláudio Nunes Horácio