terça-feira, 27 de maio de 2014

FÔLEGO DE ALEGRIA

Acredito que para tudo haja um planejamento, assim, antes de encarnarmos, de nascermos, de vestir essa roupa de carne, estabelecemos metas, traçamos planos e mapeamos caminhos. Acontece que algumas vezes nos desviamos das metas, pegamos atalhos e nos perdemos em meio ao caos e ao absurdo neste intensivão pedagógico que é viver no planeta Terra.

Claro que já tivemos muitas vidas, já habitamos inúmeros pijamas de carne, já nos vestimos de gente pelos mais diversos cenários históricos terrestres, sendo assim, fica evidente que nos relacionamos com diversos outros espíritos no decorrer da nossa história. Por isso, quando acontece de nos desviarmos em demasia do caminho previamente traçado, quando há uma emergência real porque trilhamos uma estrada sinuosa e perigosa para o nosso desenvolvimento, “acontece” de nos ser enviado alguém. Uma pessoa há muito conhecida, que temos história, que nos é preciosa, que pode nos ajudar, nos auxiliar e nos trazer de volta a sanidade, à razão e ao caminho previamente estabelecido como meta para a nossa evolução pessoal.

Esse apêndice de esperança, este fôlego de alegria, nos vêm como pura graça de Deus, como um beijo de ânimo em meio a aridez do deserto trilhado por quem perdeu seu norte e está à deriva na vida.
Eventualmente encontramos alguém, “um anjo” conhecido que nos vem em socorro para nos auxiliar a retornarmos aos trilhos da evolução.


Cláudio

domingo, 25 de maio de 2014

INCÔMODO OU ÊXTASE?

Houve um tempo que eu me culpava por ser como sou: introspectivo, quieto, sossegado, caseiro, na minha, isolado... Claro que não sou assim o tempo todo, também sou extrovertido, divertido, brincalhão, sociável, mas isso depende da ocasião, da companhia que estiver comigo; se estou a fim de conversa, se tive uma boa noite de sono, enfim, depende da minha disposição.

Houve um tempo que eu não sabia que tinha depressão, que a mescla desses sentimentos confusos me torturava sem que eu soubesse a razão, sem que eu entendesse o que se passava comigo, já que exteriormente não havia motivo algum para essa ebulição dos sentidos.

Com 30 anos recebi o diagnóstico de depressão, precisava de medicamento para equilibrar minha química cerebral e harmonizar meus neurotransmissores. Então, passei a tomar PROZAC® e tudo ficou bem, muito bem!

Houve um tempo que eu pensava que deveria ser “normal”, gostar das coisas que os “normais” gostam: bebedeiras, baladas, muitos “amigos”, músicas altas demais, passeios e mais passeios, churrascos e conversas fúteis, enfim, uma vida agitada e sem silêncio e sossego. Culpava-me por me achar esquisito e muito diferente dos demais.

Para piorar, decidi apaziguar essas diferenças e emoções participando de uma religião, então, me tornei protestante tradicional. Perdi duas décadas crendo em um monte de bobagens, trocando meu raciocínio e intuição por aquilo que constava no livro sagrado. Troquei o coração pela razão, grave equívoco!

Finalmente entrei para a faixa dos mais de quarenta anos e a partir daí as coisas começaram a melhorar:

1) Minha libido em demasia foi se aquietando e isso me permitiu pensar sem a pressão hormonal que me acompanhava a vida toda até ali; agora já consigo pensar livremente, querer ou não querer, desejar ou não desejar alguém sem a pressão dos desejos exacerbados dos primatas, que antes era tão evidente em minha masculinidade. Simples assim!

2) Agora amo as diferenças em mim que antes me torturavam; orgulho-me de ser quem sou, de ser como sou e de viver como vivo.

3) Construí uma pessoa excelente e maravilhosa para conviver, por isso, hoje, aprecio a minha companhia, gosto de estar comigo e de desfrutar de toda a riqueza interior que acumulei em meus 48 anos de vida.

4) Abandonei as religiões, o cristianismo ou qualquer outro ismo que exista, os livros sagrados, as certezas pedradas, os ideais dos Homens que construíram um deus segundo a sua imagem e semelhança. Creio só em Deus e creio em mim; creio na bondade, na boa vontade e no amor; na paz e na esperança. Também creio em pessoas do bem, essas que sinto a energia positiva quando me aproximo ou quando recebo um abraço.

5) Creio no mistério, no inexplicável, no aprendizado que cada ser humano é capaz de me passar; na força do trabalho e na saúde emocional e espiritual que ele nos proporciona.

Esses são apenas alguns poucos pontos de mutações interiores que sofri e que sou infinitamente grato.

Hoje sei que o melhor da vida sempre está por vir, pois o que hoje é incômodo, amanhã será êxtase.

PENSE NISSO!


Cláudio Nunes Horácio

sábado, 24 de maio de 2014

Amor e Sexo


CUIDADO AO PEDIR AMOR EM SUA VIDA


"Cuidado ao pedir amor em sua vida.
Ele vem.
Vai curar todos os seus desalinhamentos.
Vai colocar você em contato com uma sensação de realização e plenitude que você jamais imaginou possível.

Mas logo que ele chegar, SE você o deixar entrar em sua vida, vai causar um transtorno absurdo a começar pelos seus valores.
Você viverá um tremor existencial constante.
Uma parte DE você vai querer aquilo mais do que tudo e...
outra parte EM você vai querer aquilo bem longe de você.
Dois vetores: o de vida e o de morte... simultaneamente.
O amor desestrutura todos os nossos alicerces artificiais.

Aí você verá o quanto está comprometido com essa artificialidade e o quanto você está despreparado para o amor, que é a nossa natureza.
Você passará um tempo em meio a um terremoto interior. Sentirá cada placa e sub-placa do terreno formado pelos seus conceitos em permanente re-acomodação.
No começo você pensará que isso vai passar e que um dia a estabilidade voltará. É engano, viu?
Quando decidimos pelo amor, decidimos aceitar mudanças constantes sobre as quais o nosso ego não tem o menor controle.

O ego dá adeus ao controle e o Ser assume a direção. (MEDITAÇÃO)
O amor é lindo para a nossa saúde!
Para o nosso ego medroso ele é imprevisível, inconstante, incontrolável, desestruturante, apavorante, inebriante, intrigante, desconcertante, palpitante, decepcionante, perturbador, etc.
Resta não nos identificarmos com os desconfortos trazidos pelo amor. São desconfortos que afetam apenas a parte "viciada em controle" dos nossos egos.
O amor é a nossa maior identidade. É o que nós somos.
Cuidado ao pedir amor em sua vida.
Porque ele vem!!!

Muita gente se surpreende não tendo coragem para vivê-lo e, direta ou indiretamente, acaba pedindo, delicadamente que ele se retire.
Se aceitá-lo, você correrá o aterrador "risco" de se tornar uma pessoa realizada a despeito de todo o imenso container de detritos morais e emocionais que terá que jogar no lixo para vivê-lo em sua plenitude.
Foco no afeto!"

Arly Cravo

quinta-feira, 22 de maio de 2014

MEU TIPO

"Porque eu sou o tipo de pessoa que acredita em pessoas, sentimentos verdadeiros e em sorrisos bem dados. Sou o tipo de pessoa que acredita que a gentileza abre portas, que o abraço cura, que mãos entrelaçadas esquentam. Sou aquela que não foge da chuva, que não se importa de errar a rua, que senta debaixo de um céu estrelado só para admirar a lua." (Michelle Trevisan)

AOS OLHOS DO AMOR

"Ninguém está errado. Aos olhos do amor, todas as pessoas estão fazendo o melhor que podem segundo seus próprios níveis de consciência. As outras pessoas parecem erradas quando as perspectivas delas não correspondem com as suas. Todos os desacordos são resultados da má compreensão do nível de consciência de outra pessoa."

Deepak Chopra

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A INTIMIDADE É SAGRADA, NÃO É SHOW DE AUTOAFIRMAÇÃO SOCIAL



A melhor alegria compartilhada, ao meu ver, é aquela que está despida do fardo da autoafirmação social. Alegria travestida de competição social não é alegria, é insegurança camuflada de alegria.

Para compartilhar alegria, não precisamos, ao meu ver,expor publicamente fatos específicos da nossa vida íntima. A intimidade é algo frágil e sagrado, feita para florescer dentro do campo do afeto, que é algo sutil, e não do campo minado da nossa sociedade doente, bélica e psicopática.

Quer compartilhar alegria ? Compartilhe o brilho dos seus olhos, a generosidade do seu sorriso, a vibração acolhedora do seu amor, que é fruto dessa intimidade vivida com entrega, inteireza e discrição.

" Mas Gisela, eu não posso ter medo de falar da minha vida pessoal, vou viver a vida inteira com medo da energia ruim de inveja dos outros? "

Não é por medo, mas é por respeito a sacralidade da intimidade, que, quando é exposta, deixa de ser intimidade. Vira show com uma plateia exigente que começa a dar pitaco em como deve ser o enredo da sua vida. E essa plateia não está em estado meditativo e amoroso, está doente pelos valores sociais de guerra e competição que aprendeu desde a infância.É uma plateia que irá projetar os próprios dramas em sua história, que irá invejar aquilo que vê pois está em estado de profunda miséria afetiva.É uma plateia que, em geral, não conhece bem nem a si mesma. A menos que essa plateia fosse composta por iluminados, que já transcenderam o ego, certamente não haveria problemas. Mas isso ainda não acontece na terceira dimensão, que está doente.

"Mas eu não me importo com o que os outros pensam."

Bom, se você não se importa, então porque compartilhar sua vida íntima com essas pessoas ?

Por isso, minha sugestão amorosa é: respeite sua intimidade e compartilhe as consequências dela, que é a frequência de luz e de amor que você fica ao preservar seu espaço.Vida pessoal vivida em segredo faz com que a gente tenha tempo, energia e disposição para viver o afeto com inteireza sem gastar energia extra preocupando-se com a personagem que iremos interpretar no palco para receber supostos aplausos e aprovação social. Esses aplausos custam caro demais, muitas vezes, custam a sua dignidade e inclusive afetam o grande amor que você pode estar vivendo.Mas claro, cada um escolhe o preço que quer pagar.Se você acha que vale a pena devassar o sagrado por alguns minutos de sensação de superioridade e de um falso pertencimento social, é uma escolha.A consciência é de cada um.

Os melhores sentimentos florescem quando temos disposição para olhar para dentro de nós mesmos e não, a meu ver,quando somos personagem de um show de competição social, onde o diretor dessa apresentação é um senhor guerreiro chamado EGO. O amor floresce no campo da sacralidade do afeto genuíno e não em campo minado.

Não acredite naquilo que falo, experimente você mesmo e observe os resultados.

Gisela Vallin

terça-feira, 20 de maio de 2014

QUEM TE OPRIME?


AMOR E SEXO

Gente, vamos entender de uma vez por todas.
Sexo e amor são, a princípio, coisas distintas.
Como são, por exemplo, duas pessoas que se conhecem e passam a namorar. Elas se aproximam e vão se emaranhando, buscando uma certa sintonia. Ajustam aqui e ali, enfim, tentam.

O sexo é a nossa energia básica. A que nos deu e mantém a vida. E além disso, nos impulsiona a experimentar, nos dá ânimo e inteligência. Nosso lado "Yang".

O amor é o refinamento disso tudo. O outro lado, DA MESMA MOEDA. É a beleza e a sutileza. Está, como o sexo, nas palavras, gestos, olhar, e na sensibilidade em geral, só que com um outro modo de se expressar. Acolhe, acaricia, escuta, aconselha e compreende. Nosso lado "Yin".

Os dois são lindos e muito importantes em nossas vidas, olhando assim, individualmente.
Agora, através da nossa capacidade nata (feita pela experiência) podemos (se quisermos) JUNTAR os dois (como um casal) e UNIFICÁ-LOS (ainda que preservando às características individuais de cada um deles), revestindo nossa parte instintiva, animal e sexual de AMOR. Aí é o máximo!!!

Uma combinação que é perfeita se você não ficar reforçando o velho estereótipo de que amor e sexo são distintos e que por isso mesmo não se misturam. Essa é uma visão (que respeito, mas...) completamente despercebida de como as coisas funcionam por aqui. Na verdade, um absurdo de falta de percepção!

O trabalho é exatamente esse:
Diversão, diversão e diversão, aliando a vazão que dá (sem medo-vergonha-culpa) da sua natureza sexual-animal, ou seja: babando, pegando forte, mexendo os quadris com a máxima potência, chupando (suave e com força), ejaculando litros ou não, falando alto, gritando, mordendo, lambendo, apertando, batendo, amassando e tudo mais que combinar com o parceiro(a).
Juntamente com tudo isso, sem tirar nada, sem querer esconder nada, vem o amor, que preenche às lacunas com amizade, afagos, suavidade, poesia, sorriso, alegria, compreensão, diálogo, ajuda, troca, ensinamento e um pouco de paciência e cuidado.

Se ficar só no sexo, será uma besta despercebida de si e vai tomar no lombo. Se ficar só no amor, será um bobalhão despercebido e igualmente idiota, pois nega a outra parte que te trouxe aqui e que precisa se expressar através da sua personalidade, de forma marcante, sempre se combinando.
E o que eu mais vejo por aí, inclusive em alguns analfabetos funcionais que de vez em quando (ainda bem que é raro) aparecem por aqui para dizer que amor e sexo são coisas distintas, sem entender o resto (e nem querem, devido a mentalidade que perpetuam).
Você não tem que largar o sexo porque ama e nem tampouco esquecer do amor só porque está cheio de tesão. Dá para combinar, e é aí que o desafio se apresenta. Um dos maiores e mais belos. Integrar Sexo com Amor através da sensibilidade, percepção, toque e experiências. Tendo como ferramenta, a sua disposição e os cinco sentidos. Usando-os ao máximo, é perfeitamente possível e cabível esta maravilha.

Vou repetir: Eles são distintos em sua natureza. MAS precisam ser devidamente combinados, entrelaçados, conectados aqui, através da nossa melhor capacidade que é a de perceber. Percebendo e experienciando, você vai costurando essa aliança e cada vez mais construindo essa conexão que terá o poder de te tornar íntegro, coeso, pleno, cheio de si mesmo e muito consciente da vida e de como tudo funciona.

domingo, 18 de maio de 2014

EM DIA COM A VIDA

Por Roberto Shinyashiki
Um pedido de desculpas é uma forma de dizer que você tem tamanha sintonia com o outro que é capaz de sentir que uma palavra sua feriu os sentimentos dele.

Um dos maiores recursos para gerar felicidade é manter a vida sempre em dia. 

Meu amigo Ken O’Donnell diz que podemos descobrir o grau de maturidade de uma pessoa de acordo com o tempo durante o qual ela consegue carregar um mal-estar em relação a alguém.

Uma pessoa que tem maturidade percebe facilmente quando alguma coisa está maculando seu coração. É como se fosse uma camisa branca em que um simples pingo de azeite é percebido a distância. Já quem não amadureceu se parece mais com uma camisa preta, que não mostra a sujeira.

Quando você presta atenção em si mesmo, é fácil perceber que alguma coisa não está bem nos relacionamentos com as pessoas que ama. Ao notar que criou um mal-estar, prontifica-se a se desculpar com alguém que magoou ou questionar quem magoou você.

Já quem só se importa consigo mesmo nem sequer é capaz de imaginar que feriu o outro. Quem valoriza os próprios sentimentos tanto quanto os das outras pessoas age de forma diferente: pede desculpas, o que é uma maneira de dizer “eu te amo”.

Um pedido de desculpas é uma forma de dizer que você tem tamanha sintonia com o outro que é capaz de sentir que uma palavra sua feriu os sentimentos dele. Procurar um amigo para falar de algo que ele fez e que magoou você é uma forma de dizer “você é importante para mim”.

Isso acontece raramente porque muitas pessoas preferem “deixar pra lá” quando estão chateadas com alguém. Pensam que quem ama entende o comportamento do outro. O problema é que nem sempre há um coração assim tão compreensivo e, com o tempo, a situação mal resolvida acaba fazendo com que se afastem do amigo que as magoou.

A vida é cheia de mal-entendidos, não dá para evitá-los. O importante é não deixar que eles cresçam para que tenhamos um sono tranquilo. Na maioria das vezes, as pessoas que nos magoaram não fizeram isso por maldade, mas simplesmente por descuido. Conversar sobre isso mostra que você é uma pessoa especial.

Quem tem a sabedoria de manter os relacionamentos livres de incômodos também conserva a cabeça livre de pendências. Quando sabe que tem de fazer alguma coisa, vai lá e faz, parte para o tudo ou nada, pois entende que, enquanto não o fizer, estará com a cabeça ocupada com o problema.

É incrível como somos capazes de deixar que as pendências se arrastem até o último minuto. Um jovem, por exemplo, tem de fazer a inscrição para o vestibular. Sabe a data em que as inscrições começam, mas deixa para fazer a dele na semana seguinte – e a preocupação de não esquecer já começa a ocupar espaço em sua mente.

Na semana seguinte, ele arruma um monte de coisas para fazer e deixa para depois. Enquanto isso, a preocupação vai aumentando e só terminará quando a pendência for resolvida.
Lembre-se: só quem mantém a mente livre de pendências e preocupações tem tempo para ser feliz e olhos para os passarinhos da vida...


NÃO TENHA MEDO


quarta-feira, 14 de maio de 2014

AMANTE JAMAIS

Estava pensando sobre o que é ser amante.
Ser amante é aceitar um papel insignificante na vida da outra pessoa; é nos inferiorizarmos diante de outro ser humano, já que ao nos sujeitarmos ao papel indigno de ser o objeto de prazer sexual do outro, nos tornamos apenas uma coisa a ser usada eventualmente, um objeto para quando o outro necessitar e quiser.

Fazemos isso com as latrinas, às usamos para nos aliviar quando necessitamos e, como nos fazem quando nos sujeitamos a ser os amantes, nos usam as escondidas assim como todos usamos o banheiro.
Já fui amante e isso destruiu minha alma. Lixo seria um substantivo infinitamente pobre para descrever o que me sentia me submetendo a perversidade de alguém que se fazia de boazinha, mas que no fundo era só um monstro e um universo de egoísmo.
Não destrua sua autoimagem, valorize-se e apenas valorize aquele que lhe der o devido valor. 
VOCÊ TEM VALOR! ACORDE!