segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O que a memória ama o coração eterniza ...

Lembranças são dádivas da vida a nos fazer cócegas nos sonhos.

Recordações a nos arrebatar do presente e nos transportar para o mundo mágico das férias escolares, dos idos da juventude e dos passeios a cavalo entre as Boas Esperanças e os Campos Alegres; dos mergulhos refrescantes nos Clubes de Campos e da ingestão de leite quente com conhaque ordenhados na hora, de madrugada, nos invernos da existência.

A vida é feita de estações, em cada uma delas um sabor especial; êxtases e tormentas singulares a nos fazer pular, nos mover e a sacudir-nos. Cada dia têm seus sustos, seus suspiros, dúvidas e descobertas. A cada novo ano, novas surpresas e vivências, a cada nova fase o desvendar dos tesouros ocultos no tempo.

Viver, experienciar, degustar, lambuzar, quase morrer e ressurgir maduro. Eis a sequência e o progresso humano e individual dos seres.

E com a idade a maturidade nos invade tomando todos os espaços que a utopia antes preenchia, e deixamos acordos para trás dos acordes do tempo e do espaço, da geografia ultrapassada... da faixa etária vencida.

Mudamos o foco, perdemos a inocência, tornamo-nos pais, tios, maridos, avós...  E quando alcançamos o ápice, nos voltamos para o coração, lá onde a vida e os sonhos permanecem guardados e inalterados. Onde a criança interior brinca, brinda e é feliz.

E o coração guarda as memórias de tudo o que foi, é e sempre será importante: risos, vida, comunhão, paz, amor, alegria, compartilhar, solidarizar-se, enfim, tudo o que não se pode comprar.

E todos seguimos o destino, todos sabemos que cedo ou tarde, nossos sonhos serão guardados nas gavetas do coração até o momento oportuno. São tantas datas, tantos momentos únicos: nascimento do primeiro filho, primeiro casamento, primeiro amor, primeiro beijo, primeira transa, primeiro orgasmo, primeiro diploma, primeiro emprego, brinquedo, conquista, primeiro rompimento, primeira perda pra morte...

Viver é expor-se, viver é conjugar os verbos amar e doer, pois há dor no amor e amor na dor, paz no olhar e suspirar no gargalhar, e assim vamos eternizando as memórias guardadas no coração.

Tudo o que nos tocou de fato nessa vida eterniza-se em nós, assim será, assim é!

Cláudio

OBS: As duas fazendas: "Boa Esperança" e "Campo Alegre", era onde eu passava as férias. Clube de Campo é o melhor clube da minha cidade.

Outubro de 2014


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

AME!


NADA É TÃO VICIANTE QUANTO UM CORAÇÃO QUEIMANDO DE AMOR E DE PAIXÃO.

A VIDA SE METAMORFOSEIA EM CALEIDOSCÓPIO DE ESPERANÇA, EM LAVAS DE ARCO-ÍRIS, EM SOL CARDÍACO CONFINADO NO PEITO DA ALEGRIA.

A FELICIDADE É TAMANHA QUE O SORRISO É UM POR DO SOL A SE LAMBUZAR COM AS GARGALHADAS DA ALMA, TUDO É VIDA, TUDO É PRAZER, ÊXTASE, PAZ E PROFUNDA SATISFAÇÃO.

O AMOR É O ÚNICO SENTIMENTO COM O PODER DE TRANSFORMAR A EXISTÊNCIA EM VIDA, OS OLHOS EM SOL AO MEIO DIA E O CORAÇÃO EM ÚTERO GERADOR DE VIDA ETERNA.

CLÁUDIO NUNES HORÁCIO

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CRENÇAS

Todo religioso é caolho, enxerga apenas com um olho só e, este, fixo num só aspecto do tema abordado.

Falo com evangélicos, católicos, espíritas e espiritualistas de todas as linhas e o que vejo são certezas das suas convicções, isso se chama fé. Porém, essa “certeza” que provém da fé não pode ser um fato, visto que diferentes crenças possuem diferentes “certezas”, por exemplo: se perguntarmos a um evangélico sobre qual o destino do espírito depois da morte, a maioria dirá que os espíritos irão para o céu ou para o inferno; se fizermos a mesma pergunta a um católico, provavelmente a resposta será o “purgatório” e se perguntarmos a um kardecista, a resposta provável é que isso dependerá de cada um e de como foi seu desencarne, mas em sua grande maioria o destino é para um hospital na espiritualidade.

Então temos 3 certezas absolutas totalmente diferentes para uma mesma pergunta, cada um dos religiosos têm respostas diferentes sobre o tema e cada um deles afirma saber "a verdade".

Isso me faz concluir que ou um dos 3 está certo, ou os 3 estão errados e há uma quarta resposta correta, além do mais, há muitas outras respostas para essa mesma pergunta em inúmeras outras religiões pelo mundo.


A “certeza” dos teístas vêm de algum livro sagrado; dos deístas de suas experiências religiosas; acontece que nem as respostas dos teístas e nem a dos deístas podem ser comprovadas cientificamente, assim, só são certezas de fé e não fatos científicos.