sexta-feira, 17 de abril de 2015

Escrevendo Uma Nova Vida - 2011



Você é uma flor que floresce no novo amanhecer 
As cores em torno do sol poente 
Uma vela no escuro 
E você é cada beacon marinheiros na costa 
Você está cada metáfora perfeita 
Há uma ação culminante de todos nós 
Às vezes existem milagres 
e nossa mãos fazer o trabalho 
para cada ação que você mover essas coisa ao longo 
Tudo que você faz movimentos estes junto 
Anjos estão se escondendo nos movimentos dos seres humanos 
anjos estão ao redor para ajudar a todos nós 
somos anjos que escondem nos ossos de humanos 
ajudando a todos esses milagres ao longo 
Há uma golden chave que abre qualquer fechadura 
O caminho para obter a coisa que você quer 
é realmente nunca bloqueado 
E você está cada escolta das pessoas para a porta 
e qualquer outra pessoa é sua 
Cada pessoa é seu 
Anjos estão se escondendo nos movimentos de seres humanos 
Os anjos são em torno de para ajudar a todos nós 
somos anjos que escondem nos ossos de humanos 
ajudando a todos esses milagres ao longo 
Junto.

créditos

de O Escritor Letter (Songs From The Motion Picture) , acompanhar lançado 24 de novembro de 2011

sábado, 11 de abril de 2015

O apego ao sofrimento

Por que ficamos presos no que nos faz sofrer? Por que não soltamos o sofrimento e demoramos tanto para ir em busca de oportunidades melhores?
Existe uma história que expressa de uma maneira brilhante o conteúdo do nosso texto de hoje. A história diz mais ou menos o seguinte:
“Certa vez, um macaco descobriu um vazo no qual havia um coco (o fruto do coqueiro). Acontece que ele não conseguia retirar do vazo o coco e a sua mão ao mesmo tempo, de forma que manteve a sua mão dentro do vazo por horas, sem conseguir o que queria e sem conseguir se livrar da situação”.
jarro-macaco

O apego ao sofrimento

Esta história fantástica resume em uma única imagem o apego ao sofrimento. O macaco quer o coco, porém, de acordo com a situação do momento (o vazo), ele não consegue o que quer. Não obstante, ele continua querendo e fica preso na armadilha de seu próprio querer, de seu desejo – o que lhe gera sofrimento.
Em nossas vidas, também passamos por situações parecidas. É só substituir o macaco por um ser humano, o coco por um desejo X e o vazo (o problema) por uma dificuldade. Por exemplo, a garota que deseja ser amada. Ela vai e procura o amor e a sua felicidade em um relacionamento tumultuado e conturbado (o vazo). Embora ela não se aperceba, ela está vivenciando o mesmo que o macaco da história, ou seja, quer muito algo que não vai conseguir retirar dali.
O mesmo acontece com aquela pessoa que quer ganhar dinheiro (o coco) em um trabalho-vazo. Para todos, é óbvio que o dinheiro não vai aparecer, mas o que se observa é a dificuldade de largar a possibilidade remota e ilusória de um lucro.
E mil outros exemplos podem ser pensados. E porque temos uma tendência de fazer isso?

A identidade

Sartre dizia que a existência precede a essência, quer dizer, nascemos e vivemos e só depois vamos descobrir (ou construir) quem somos. Se não é tão simples saber quem somos, vamos criando certas formas provisórias como referência como personagens em um romance: o garoto rebelde, a patricinha, o estudioso, o esportista, a inteligente, depois o trabalhador, o pai, a mãe, a chefe…
Papéis sociais, enfim. Mas dizendo a partir da perspectiva do apego ao sofrimento é como se um sofrimento fosse melhor do que nada. Melhor um relacionamento ruim do que nenhum relacionamento. Melhor uma possibilidade remota de lucro em um emprego do que nenhum emprego. O vazio assusta, portanto, antes o ruim do que o pior.

O paradoxo
Sempre que leio esta história do macaco, penso o porquê de ele simplesmente não soltar o coco e procurá-lo em outro lugar. Ou soltar o coco e virar o vazo para que ele caia. Mas esta não é a moral da história. A moral da história se pode depreender do que passaria na cabeça dele:
“Eu quero o coco. Só que não tá saindo. Mas vou continuar tentando, pois eu quero o coco. Só que não está saindo, mas vou continuar tentando. Ainda que continue preso nisso, vou continuar tentando, mesmo que não esteja saindo agora, porque eu quero o coco”… e por aí continua…
Conflito = guerra de duas partes: uma parte quer uma coisa, a outra parte quer outra. Se não há um acordo, então o conflito prossegue.
O paradoxo é que é preciso, às vezes, perder para ganhar. No final das contas – ou no longo prazo – não haveria ganho de qualquer jeito, portanto, melhor perder agora e tentar de outra forma do que continuar perdendo… tempo…

Deixar ir

Neste texto – 7 benefícios da Mindfulness Psychology – eu trago o conceito de deixar ir (letting go). Deixar ir o que nos faz sofrer nem sempre é fácil – como vimos. Não porque sejamos masoquistas, mas porque o sofrimento tem um propósito, tem um “ganho secundário”.
É só pensarmos no que estamos constantemente reclamando. Se reclamar não vai mudar nada, porque reclamamos e focamos no que nos faz mal? Porque reclamar possui um ganho, seja a consideração alheia, seja ter o que falar, seja se fazer de vítima.
Um exercício interessante é anotar as reclamações, os problemas intermináveis e insolúveis, e observar o que estamos ganhando com eles. Por exemplo, alguém que reclama frequentemente do trânsito pode utilizar o trânsito como desculpa e justificativa para chegar atrasado em compromissos ou não ir.
A dificuldade de deixar ir é que para deixar ir o sofrimento temos que ser muito honestos. Honestos dentro de nós, menos do que fora. É preciso admitir a verdade, como:
“Este relacionamento está uma droga. Mas continuo nele porque acho que não vou conseguir nada melhor”
“Este trabalho não está rendendo e não vai me dar nem estabilidade nem segurança financeira. Mas eu tenho medo de tentar uma outra oportunidade. Já estou acostumado a trabalhar aqui…”

Conclusão

Culpar os outros, se faz sol ou se faz chuva, reclamar se o relacionamento, o trabalho ou o que for não vai bem, não vai mudar em nada. Tudo o que está fora é como o vazo do macaco, apenas uma forma externa. Continuar neste espaço, tentando encontrar o que não vai ser ali obtido, é uma perda de tempo.


sábado, 4 de abril de 2015

Ressignificar é preciso

Viver é se reinventar, é ressignificar lembranças, falas, lugares, músicas, cheiros, manias, teores, importâncias, toques, olhares, filmes...

Agora a pouco estava assistindo um filme antigo - PS: Eu te amo - e a personagem, viúva, se depara com uma música que deu início ao seu relacionamento com o marido falecido, isso a leva a lembranças instantaneamente e ela sai perturbada de onde estava.

Isso me fez lembrar que há uma maneira inteligente de lidarmos com associações de memórias, de darmos novos significados a tudo o que está associado a algum lugar ou a alguma pessoa: músicas, filmes, cheiros... Basta reassociarmos cada item com a nossa nova história, afinal, o passado passou e o presente é agora, por isso podemos reassociar algo antigo como uma música ou um filme, com novos momentos, novas vivências.

Assim, todas as vezes que nos depararmos com algo que teve significado antigo, um cheiro, um olhar, um toque, uma palavra, um prato especial, um perfume ou mesmo uma imagem ou uma música, já não seremos sequestrados por esses starts de viagem no tempo.

Cláudio