terça-feira, 22 de dezembro de 2015

QUEM CRIOU DEUS?

Deus é sempiterno, não tem começo e nem fim. Deus é a origem primária de todas as coisas, sendo assim, Ele é incriado, pois está fora da criação. Tudo o que estiver dentro da criação tem que ter um princípio, tudo o que estiver fora da criação, não tem necessidade ter sido criado.


Deus existe fora do tempo. Uma vez que vivemos em um universo de causa e efeito, nós naturalmente assumimos que esta é a única maneira em que qualquer tipo de existência pode funcionar. No entanto, a premissa é falsa. Sem a dimensão do tempo, não há causa e efeito, e todas as coisas que poderiam existir em tal esfera não teriam necessariamente de serem causadas, mas sempre existiram. Portanto, Deus não tem necessidade de ser criado, mas, na verdade, criou a dimensão de tempo do nosso universo, especificamente por uma razão – para que a causa e o efeito existissem para nós. No entanto, desde que Deus criou o tempo, causa e efeito nunca se aplicam a Sua existência."

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

AMIGOS DA ALEIVOSIA

É impressionante como 90% das pessoas que conhecemos, convivemos ou nos relacionamos de algum modo, torcem contra nós. Detestam quando conquistamos qualquer coisa, por mínima que seja, sentem-se ofendidas ao adquirirmos um bom emprego, ou um carro; ao passarmos num concurso público ou financiarmos uma casa para pagarmos o resto da vida.

É aquela famosa disputa: “quem é menos miserável do que eu?” e, na eminência de alguém do nosso convívio adquirir uma migalha qualquer de qualquer coisa boa para ela, à inveja se apossa do infeliz que torce o nariz, coloca um sorrisinho falso do demônio da cara e diz: “que bom” ou mesmo, se estiver mais doente que o normal, nem mesmo diz nada, até vira a cara como se não tivesse visto. E se puder nos prejudicar, faz de imediato, mas sempre camuflado de gente boa, afinal, esse ser ignóbil julga-se uma boa pessoa. ”Inveja eu? Jamais, imagina!”.

Essa é a pior espécie de “gente” que existe: os histriões, os camuflados, os demônios disfarçados de gente boa, inimigos não declarados.

Hipócrita é a palavra, pois hipócrita significa alguém que usa máscara e interpreta no palco, no caso citado, um ator no palco da vida. E o mundo está cheio de histriões disfarçados de gente, já que o pior dos inimigos é aquele que se passa por amigo.

Por isso acho fundamental conhecermos um pouco da psicologia da Gestalt e a Behaviorista de Skinner, já que esse conhecimento nos ajudará a desmascarar os hipócritas aleivosos.

Pior é sabermos quem são os capirotos e não podermos desmascará-los definitivamente em público por causa das imposições das regras sociais ou por não podermos por motivos de força maior e, ainda por cima, termos de aguentar seus fingimentos para não sermos ainda mais prejudicados pela perversidade alheia. Isso acontece, por exemplo, no trabalho, quando somos forçados a conviver diariamente com um cramunhão da morte e o nosso bom senso nos manda calar. Ou com sogros, que fingem simpatizar conosco, ou genros, ou tios, mas que por trás puxam o tapete o tempo todo; ou irmãos que têm rixas, ou enteados, enfim, há inúmeras ocasiões onde temos que suportar o insuportável para que a situação não piore ainda mais.

Também podemos observar os perfis familiares, a cultura familiar, pois cada família possui a sua cultura própria, por exemplo: há famílias de todos os tipos e modelos, algumas são formadas por gente desligada, sem frescuras, tipo rústica e sem verniz; outras por gente supostamente bem educada, adestradas nos convívios sociais, bem educadas, mas que como a rústica, tem seus podres.

Claro que não há gente perfeita, mas há gente melhor e gente pior; gente consciente e gente inconsciente; gente de fé e gente sem fé; gente com esperança de um mundo melhor e que trabalha por isso e idiotas que fazem de tudo para piorar o mundo a vida e as pessoas que aqui habitam.

De fato há pessoas de todos os níveis nesse planeta, a maioria é gado no curral da inconsciência coletiva manipuladora nessa fábrica de idiotas chamada sociedade do planeta Terra. E tudo contribui para idiotizar: educação, cultura, mídia, religião, preconceitos, família, sociedade... Todos tomados pela tanatofobia e o pavor do futuro desconhecido. Covardes medrosos que se escondem da verdade e buscam a cegueira em todos os níveis. Por isso buscam anestésicos, álcool e outras drogas como ansiolíticos ou religiões que podem somente abobalhar, mas que não têm o poder de pacificar o ser, por isso cuidam tanto da vida alheia, para desviarem o olhar da sua terrível pobreza espiritual.



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL



O fato é que a cada ano o Espírito de Natal vêm definhando. Já não somos cristãos por decisão ou convicção, mas por educação ou pelo adestramento cultural imposto pelo nascimento num país supostamente cristão.

Na verdade, noventa por cento das pessoas sequer imaginam o que é ser cristão, não sabem o que o Cristo ensinou e jamais leram os Evangelhos canônicos e, os pouquíssimos que os leram, nada entenderam.

Há uma salada de frutas doutrinárias com pitadas dos dogmas ortodoxos, misturados com as heresias contemporâneas da moda que supostamente mostram um pseudoconhecimento onde é possível misturar a água com o óleo e criar-se um novo elemento líquido.

O cristianismo vigente é a omelete feita sem quebrar os ovos, a morte sem a falência do corpo, a ressurreição daquele que não nasceu, o orgasmo sem o ato conjugal e o parto sem o feto, ou seja, tudo o que é essencial no Evangelho foi abandonado, não há tutano nos ossos das religiões cristãs do nosso tempo. Elas se parecem mais com um camaleão que se adapta ao ambiente do que com o Portal dos oráculos do Altíssimo.

Tudo o que Jesus pregou e ensinou, tudo o que Ele disse de Si mesmo, todo exemplo de vida, amor e fé que Ele praticou já não nos serve pra nada. Isso, porque o hedonismo extremo se instalou em nós como marsupial que vive em nossa bolsa abdominal e não sai de lá para mais nada que não seja o nosso próprio prazer.

“Faça-se a nossa vontade assim na Terra como nos Céus” Essa é a doutrina supostamente cristã do século XXI.

Substituímos Jesus por Noel, o louvor pelos muitos presentes; à caridade pelos banquetes regados a bebedeiras e intrigas familiares; a face do Cristo em nós pela camuflagem das cirurgias plásticas; escondemos o nosso corpo cansado da ausência de Deus e o transformamos em cabide a desfilar as nossas roupas de grifes. Tudo muito belo, tudo muito plástico, tudo muito artificial, exatamente a antítese de Jesus e do Evangelho.

O Natal é a comemoração indizível da Encarnação do Verbo de Deus. Isso deveria nos constranger ao amor, à graça, à paz, à misericórdia, ao perdão, ao arrependimento, à consciência da nossa insignificância, ao estudo, à prática do Evangelho e à instalação do bem em nós, mas em nossos dias isso não seria politicamente correto, pois a moda agora são as crendices vãs e não a fé viva no Cristo de Deus.

Ser do Cristo hoje é ser ignorante, brega, arcaico, burro e ultrapassado; a moda é ser ateu ou “multi-eclético” e aceitar conceitos absurdos como sendo dogmas inteligentes e irrefutáveis. É voltar a ser infantilizado e idiotado esponjando as sandices propaladas pela mídia e pelos ídolos. É chamar o feio de belo e o belo de feio; a cultura de ignorância e a ignorância de cultura; o lixo de música e a música de lixo; os tolos de sábios e os sábios de tolos; a vulgaridade de elegância e a elegância de vulgaridade; é perdermos totalmente a noção das coisas e dos seus lugares no mundo e na sociedade.

É endeusar as crianças e escravizarmos os adultos por conta disso, nos tornando reféns da nossa própria vaidade ao passarmos as responsabilidades de adulto para as crianças que são aprendizes inexperientes, ou nos recusando a educá-las, como sempre foi e deve ser, transferindo a nossa responsabilidade para a escola ou para o governo.

É aceitarmos como norma aquilo que jamais será normal: mentiras, dissimulações, adulterações, bajulações, falsidades, desafetos, difamações, deslealdades, manipulações, desamores, camuflagens, assassinatos, torturas, calúnias, covardias, ignorâncias, preguiças... Tudo isso praticado por nós e ainda nos achamos cristãos e ainda usamos o marketing pessoal ou familiar para expormos ao mundo aquilo que não somos e que não cremos como se fôssemos e crêssemos.

Toda essa nossa imensa hipocrisia NÃO é o Natal, é o exemplo daquilo que não devemos ou podemos fazer, agir, praticar ou viver, pois o Natal é a rendição total e irrestrita a graça de Deus encarnada em Jesus Cristo.

Graça essa que não teve custo para nenhum de nós, por isso chama-se graça, do contrário chamaria salário, pois teríamos feito algo para receber, mas como nada fizemos e ganhamos, chama-se graça de Deus, o Seu dom gratuito.

É no Natal que reconhecemos a nossa incapacidade de lidarmos sozinhos com a vida e com a morte, com o presente e o porvir; é nesse dia que comemoramos a excelsa encarnação de Deus para nos salvar, conforme lemos em Isaías 7.14:

“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e lhe chamará de Emanuel (que quer dizer Deus conosco).”

Portanto, o Natal é a comemoração indescritível da presença de Deus entre nós, MARANATA!

Cláudio Nunes Horácio


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

TUDO É DINÂMICO

Pessoas são universos, complexos e únicos. Cada qual com suas virtudes, conceitos, preconceitos, dúvidas, certezas, acertos, erros, temores, louvores, indignações, mentalidades, crenças, traumas, criação, educação...

De fato não há como ingressar no universo alheio de forma plena e significativa, o máximo que conseguimos é esbarrar em suas fronteiras, nos dando uma pequena luz sobre quem é a pessoa que estamos envolvidos.

Todos nós temos os nossos motivos para sermos como somos, para fazer o que fazemos, para agir e pensar o que pensamos, ninguém é livre de condicionamentos, vivências e experiências na hora de fazer suas escolhas. É por isso que escolhemos o que escolhemos e vivemos da forma que vivemos.

Certos ou errados, nossas escolhas são perfeitas, pois de acordo com tudo o que sabemos e está entranhado em nós, não nos restara outra opção, senão agir em harmonia com aquilo que nos tornamos no decorrer da vida.

Alguns escolhem melhor, outros pior, mas todos escolhemos o que acreditamos ser o melhor e o correto para nós naquele momento e, na verdade, é só isso o que importa.

A nosso favor temos o tempo, a evolução, a maturidade e a experiência, tudo isso irá nos ensinar a fazermos novas escolhas e melhores, por isso a vida é dinâmica.

Observe à sua volta, tudo tem começo, meio e fim: Vida e morte, quente e frio, novo e velho, água e fogo, sol e chuva, infância e velhice. Nascemos, crescemos, morremos, renascemos...

Tudo e todos se movem, nada fica parado, tudo evolui, tudo muda. Somos seres mutantes num universo mutante, dentro de um sistema solar ambulante a se mover dentro da galáxia.

Quem somos hoje, quem somos agora, não será de forma alguma aquele que seremos amanhã. Conhecemos pessoas e após nos afastarmos por alguns meses, ilusoriamente pensamos continuar a conhece-las, só que não, só que essa pessoa já mudou, bem como mudamos também. Já não somos quem éramos há meses, elas já não são quem eram quando as conhecemos, tudo se fez novo, tudo mudou.

Nada mais é igual, nem a localização geográfica do planeta Terra é a mesma, até mesmo esse veículo que habitamos já girou, já se moveu e encontra-se muito distante do lugar anterior, por isso há tempo para tudo debaixo do sol.

Aproveite o agora, pois ele não voltará jamais!

Cláudio


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

LINUX NÃO É DIFÍCIL, NÃO SEJA PREGUIÇOSO!

Ubuntu 15.10 com Cairo Dock e compiz, simples, bonito, fácil de usar. Na central do Ubuntu você baixa todos os programas que precisa para usá-lo: office, gráficos, multimídia. Exatamente como você faz no Linux Android do seu celular. No Linux Android é no Google Play Store, aqui é na Central de Programas do Ubuntu. Simples, fácil, gratuito e sem vírus para nos molestar.

GNU/LINUX foi a minha melhor descoberta em todo esse tempo de computação.
Ruindows nunca mais! Vírus agora é coisa do passado, bem como lerdeza e formatação.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

QUE O TEMPO NOS ENSINE A TER BONS OLHOS

Mateus 6.22-23:

Os olhos são a lâmpada do corpo. Portanto, se teus olhos forem bons, teu corpo será pleno de luz.  Porém, se teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em absoluta escuridão. Por isso, se a luz que está em ti são trevas, quão tremendas são essas trevas!”

Jesus sabe o que diz, nós é que teimamos em não admitir.

A maturidade humana chega quebrando paradigmas, desfazendo ilusões, machucando para nos curar.

Infelizmente em nada adianta a prática do bem quando esperamos algum tipo de reconhecimento, pois há pessoas com péssimos olhos que vivem na completa escuridão e, mesmo que façamos o bem a estes, nunca reconhecerão e ainda falarão mal de nós, pois têm maus olhos. Essas pessoas projetam a sua pobreza existencial e espiritual em todos, especialmente naqueles que praticam o bem.

Nada podemos fazer para que enxerguem, pois estão cegos, tão cheios de si que não cabe mais nada e nem ninguém, muito menos Deus que é o único que pode lhes dar a luz. São ateus ou religiosos sem convicções sólidas, sem prática de seus dogmas, pseudocristãos.

Pessoas assim vão vivendo, levam a vida em meio às mentiras, manipulações, dissimulações, buscando tudo o que há de material para conquistar. São buracos negros sugando o que a vida oferece aqui e agora, nesse plano material, nesse planetinha mixuruca, morada dos perversos batizados com o título de seres humanos.

É muito ruim quando descobrimos que o bem que praticamos foi pago com o mal. Quando escrevemos um livro que fala do amor de Deus, que fala sobre aquilo que o próprio Jesus nos ensinou a praticar e alguém sem a capacidade teológica, cultural e intelectual, um completo ignorante diplomado que têm maus olhos o taxa de lixo. Essa pessoa sabe que não tem a capacidade, o conhecimento e o gabarito do escritor e difama a sua obra por pura inveja e implicância.

É ruim, é triste, não pela crítica, mas por saber que o livro não teve o alcance que desejamos, que o Amor de Deus não constrangeu esse infeliz ao bem, mas tão somente à crítica destrutiva.

E é ainda pior quando escutamos que essa pessoa é evoluidíssima e tem muito conhecimento na sua religião, pois digo que conhecer uma única religião é fácil, conhecer inúmeras também, basta ler, estudar; agora, praticar apenas um único sermão de Jesus, o Sermão do Monte, é que o bicho pega. Então não interessa o conhecimento teórico obtido, importa a prática do amor, do bem, da paz.

Pegue aí uma bíblia, leia MATEUS 5:1 ao 7:29  e LUCAS 6:17-49, pratique e serás perfeito aos olhos de Deus.

Mas tudo bem, o próprio Jesus nos alertou a não jogar pérolas aos porcos, e se jogamos, é porque julgamos que o porco não era um porco, mas alguém melhor. Paciência!

Erros de julgamentos acontecem o tempo todo, por isso Jesus nos alerta a julgar segundo a reta justiça e não segundo a aparência (João 7:24), do mesmo modo que o Senhor nos manda julgar por nós mesmos o que é justo (Lucas 12.57) e nos alerta que com a severidade que julgarmos aos outros, seremos julgados (Mateus 7.1-2).

NAMASTÊ!





domingo, 6 de setembro de 2015

GAFANHOTOS DA EXISTÊNCIA

Se realmente fosse possível nós amarmos a Deus acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos, não teria sido necessária a morte de Jesus na cruz.
O fato é que NINGUÉM ama a Deus acima de tudo e muito menos ao próximo como a si mesmo!
Quando dou ênfase nesses mandamentos, estou sendo demagogo, visto que eu mesmo não os pratico, e minha pregação tem a nítida intenção de camuflar a minha vagabundagem na prática do Evangelho que vai muito além do resumo desses dois mandamentos.
Quem ama a Deus acima de tudo, não vive para si. Quem ama ao próximo como a si mesmo, deve dividir absolutamente tudo com o próximo, seu tempo, seu dinheiro, seu conhecimento; deve cuidar do próximo como cuida de si mesmo, mas nunca vi ninguém levantar cedo e preparar o café da manhã para si e para o vizinho da favela; muito menos dar-lhe banho e providenciar quarto, cama e cobertas. Nunca vi ninguém ensinando ao desamparado a ganhar o pão diário e a cuidar de si mesmo.
Vi sim gente esbanjando dinheiro e tempo com o que é desnecessário e não ajudando a próximo algum, vemos isso o tempo todo, todos nós fazemos isso.
Vemos gente com som num volume absurdo, e fora do horário permitido por lei, estuprando, currando os ouvidos do vizinho que irá acordar cedo para trabalhar no dia seguinte e passará o dia todo sonolento e mal-humorado pela falta de amor ao próximo do vizinho sem noção.
Há gente de todos os tipos e modelos, mas todos, absolutamente todos somos egoístas, por isso nos é impossível amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, nem a Madre Tereza fez isso.
A partir do start inicial fomos escolhendo, e escolhemos oprimir os mais fracos, roubar-lhes os bens, escravizar seus filhos, tomar suas mulheres...

Inventamos máquinas de opressão, sistemas políticos, guerras, divindades diversas, religiões diversas, sexos variados; vivemos como se nunca fôssemos adoecer ou morrer. Nossa vida não é a recomendável e muito menos saudável, industrializamos a vida animal, enlatamos e colocamos conservantes e, antes, injetamos hormônios e anabolizantes. Tudo isso e muito mais e ainda nos perguntamos o porquê de tanto sofrimento.
O fato é que somos a praga do planeta, somos como gafanhotos devorando tudo o que há de bom, destruindo a natureza e buscando a aniquilação com as nossas próprias mãos.

Se não houver Deus, em pouco tempo também não haverá Homem, simples assim.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

ARQUIVOS DO CORAÇÃO

Um dia desses estava pensando sobre as recordações impressas ou filmadas, fotos e vídeos, que guardamos como forma de armazenar a felicidade fugaz vivida ao longo da nossa história.

Os sorrisos, os olhares, os aromas, o calor da emoção e as câimbras da comoção da alma não são confináveis, porém, o é o armazenamento das suas imagens. Por isso fotografamos: para congelarmos a felicidade e a carregarmos no tempo e na história; por isso filmamos: para revivermos emoções importantes, recordar cada detalhe que vai desde os sorrisos mais felizes aos olhares mais significativos.

Com imagens gravadas ou impressas, podemos acompanhar o desenvolvimento de nossos filhos, salvar períodos que passarão e que não voltarão jamais. Além disso, podemos mostrar a eles o que suas memórias já esqueceram: suas infâncias, momentos engraçados ou assustadores vividos por eles e, nos quais, não se recordam por terem sido vivenciados quando muito jovenzinhos.

Lembramos daqueles que se foram, que morreram antes de nós; ou pessoas que não fazem mais parte do nosso convívio, mas que tiveram um grande significado para nós: amigos que partiram e que hoje estão geograficamente longe de nós.

Por outro lado, há boas razões para que o nosso cérebro arquive e bloqueie o processo das lembranças, talvez a mais importante de todas seja que a felicidade encontra-se em viver no momento presente, não no passado e não no futuro.

Além disso, muitas pessoas tiveram importância temporária em nossas vidas, como ex-cônjuges ou namorados e, por isso, hoje já não significam nada para nós, o que torna o armazenamento das memórias em vídeos e fotografias inúteis. Por isso é bom reciclar e não levar bagagem inútil. Pegue suas fotos inúteis, seus vídeos vãos e jogue-os fora, caminhe mais leve, pois um dos motivos de não nos lembrarmos com detalhes de todos os acontecimentos e vivências é exatamente esse: caminharmos mais leves, apenas transportando a bagagem mínima necessária de passado.

Mas se é assim, por que tiramos tantas fotografias quando estamos vivendo algo especial? Porque geralmente “algo muito especial” só tem sentido no presente, e sempre achamos que se é especial não acabará jamais, mas muitas vezes o que é especial hoje, amanhã será desprezível ou talvez, insignificante diante do presente. Noutras, o desfecho da felicidade foi tão sem traumas significativos, que a própria história se encarrega de eternizar tais momentos. Isso acontece quando a pessoa do passado é tão especial no presente como foi no passado, aí sim poderemos preservar as imagens que armazenamos, porque ganharam sentidos eternos e não nos pesará na alma, pelo contrário, nos dará alegrias quando quisermos relembrar. Mas não é isso o que geralmente acontece, o comum é que os desfechos, o fim dessas paixões se encarregue de estragar tudo o que vivemos e, portanto, cada memória trará mais dor do que prazer, tornando-se em cargas inúteis.

A natureza dos nossos arquivos de memória nos auxilia a desapegar e a viver no agora, por isso a felicidade encontra-se em viver no presente. O acúmulo de imagens e memórias em mídias digitais ou impressas é uma criação humana, algo excelente nalguns aspectos, mas que só tem valor para preservar o que foi, é, e continuará sendo digno de ser recordado.

Cláudio



quinta-feira, 23 de julho de 2015

HOMOSSEXUAL E HOMOSSEXUALISMO - QUAL A DIFERENÇA?

As pessoas confundem o movimento do homossexualismo com a condição homossexual, uma coisa nada tem a ver com a outra.

Homossexualismo é um movimento político ideológico que quer impor a condição homoafetiva como norma, como padrão, como sendo o normal; por isso exigiu o casamento gay e todos os demais direitos iguais aos dos heterossexuais, inclusive de adoção de crianças e cerimônias religiosas obrigatórias, o que ainda não conseguiram. O movimento do homossexualismo Impõe as suas verdades sobre os demais e busca leis que obrigue a sociedade e a religião a aceitarem a condição homoafetiva como o padrão ideal do ser humano.

Homossexual é uma pessoa homoafetiva, ou seja, que se sente atraída por pessoas do mesmo sexo, isso independente de cerimônias e altares, de direitos a cerimônias religiosas que invocam a bênção de Deus sobre a união conjugal .


BIBLICAMENTE falando, devemos amar o ser homoafetivo e abominar o movimento do homossexualismo por tentar perverter e adulterar a família e a sociedade conforme Deus instituiu.

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terça-feira, 30 de junho de 2015

PERGUNTAS E RESPOSTAS BÍBLICAS


1) Se Deus é bom por que ele não matou o diabo?

Primeiro Deus criou o mundo espiritual e colocou cada uma das suas criaturas à prova. Os anjos ao serem criados ganharam vida e o livre arbítrio pelo qual puderam escolher entre obedecer a Deus ou viverem independentes Dele.

O mesmo ocorreu na criação do mundo material, portanto, todas as vezes que Deus criou seres morais, os submeteu a uma prova de obediência, até com Jesus foi assim, na tentação no deserto.

Sendo assim, Deus optou por criar-nos livres e Ele não interfere no livre arbítrio, isso é uma das coisas que Deus não pode fazer. Deus não pode tudo, Ele não pode pecar, não pode salvar a humanidade sem a cruz de Cristo, não pode contradizer-se, não pode agir em desarmonia com a Sua natureza.

Por isso, ao ter optado por criar seres com livre arbítrio Ele abriu a possibilidade da existência futura do mal, o que realmente aconteceu. Lucifer tornou-se em Satanás, em opositor,  em adversário dos Homens, e o fez por orgulho e por ser absolutamente livre para escolher.

Deus, portanto, não pode aniquilar o mal, apenas limitá-lo e é o que Ele fará, e não pode aniquilar porque criou seres eternos, alguns escolhidos terão a vida eterna e os demais a morte eterna.

2) Onde estava Deus quando eu fui estuprada?

Deus estava sendo estuprado com você, pois Ele habita com seus filhos, você é seu templo.

Como disse no item anterior, Ele não pode interferir no livre arbítrio, mas pode habitar o ferido, fortalecer o fraco e consolar o desesperado.

Assim, "quando fizestes o bem ou o mal a um desses pequeninos que creem em mim, a mim o fizeste".

Cláudio



terça-feira, 16 de junho de 2015

ONDE ESTÁ A JUSTIÇA DE DEUS?



Hoje, ao acordar, me deparei com a seguinte pergunta em meu Whatsapp:

Qual a explicação bíblica para o fato de algumas pessoas passarem por essa vida com saúde e outras doentes, com defeitos físicos e depois se igualarem na morte?
Onde está a justiça de Deus nessa situação?

RESPOSTA:

A pergunta é:

Onde está a justiça de Deus quando Ele concede a Sua graça e a Sua misericórdia a muitas pessoas que nascem normais num mundo caído e imerso no pecado? Sim! Pois o lógico e o merecido seria que TODOS nascessem deficientes e doentes, já que o pecado causa a morte e a destruição e que somos todos pecadores.

Portanto, Deus nos elegeu como o objeto do Seu Amor, por isso Ele concede o nascimento a todos nós.

Agora, imagine só qual seria a solução para o nascimento das pessoas num mundo onde tudo é diverso e desigual: geografia, genética, biologia, economia...

Como Deus concederia vida igual a todas as pessoas num mundo onde a desigualdade é um fato permanente?

Como Ele poderia dar vida saudável a todas as pessoas pelo planeta, se Ele nos criou em igualdade de condições e NÓS fomos nos desigualando, oprimindo os mais fracos, vivendo a independência de Deus que o nosso livre arbítrio nos proporciona?

A partir do start inicial fomos escolhendo, e escolhemos oprimir os mais fracos, roubar-lhes os bens, escravizar seus filhos, tomar suas mulheres...

Inventamos máquinas de opressão, guerras, divindades diversas, religiões diversas, sexos variados, inclusive com animais; vivemos como se nunca fôssemos adoecer ou morrer. Nossa vida não é a recomendável e muito menos saudável, industrializamos a vida animal, enlatamos e colocamos conservantes e, antes, injetamos hormônios e anabolizantes. Tudo isso e muito mais e ainda nos perguntamos, POR QUÊ???

Oras, ou Deus cessaria o processo do nascimento humano, ou Ele permitiria que cada um nascesse nessa diversidade que nós mesmos plantamos para viver. Uma família é pobre e tem doenças hereditárias ou predisposição para qualquer tipo de deficiência genética ou de qualquer outra natureza, por isso Deus não deveria deixar que tivessem filhos? Mas não, Deus permite que todos nós, em quaisquer condições econômicas, geográficas e biológicas tenhamos nossos filhos, por isso há gente doente, deficiente e pobre ; saudável e rico.

E em Sua infinita bondade e misericórdia, Deus faz o inimaginável: Dá a cada um individualmente os recursos necessários para que cada um suporte a sua dor e a sua cruz. Porque como Ele disse para Paulo, o Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Isso equivale a dizer que Ele apoia, auxilia e ajuda em maior intensidade aqueles aos quais nós desigualamos através dos nossos pecados.

Ele suporta o fraco, consola o oprimido, fortalece o cansado, dá pão ao miserável... e o principal: concede a vida a todos independente de merecimento.

A justiça de Deus está em Seu Amor, porque Ele é Amor

Cláudio Nunes Horácio

OBS: Esses são os fatos BÍBLICOS onde NÃO há reencarnações ou carmas, ou seja, essa é a RESPOSTA BÍBLICA para a questão. Qualquer texto bíblico que supostamente ensine a reencarnação e/ou carmas são tão somente falta de conhecimento hermenêutico e total desconhecimento dos idiomas originais. Agora, acreditar no ENSINO BÍBLICO ou não, É UMA ESCOLHA DE CADA UM.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO? Mário Sérgio Cortella

PUSILANIMIDADE

É uma característica de personalidade daqueles que têm “pulso fraco”, ou seja, vontade fraca.

Para o pusilânime a recompensa decorrida de um determinado esforço não paga o estresse que será vivido para consegui-la, por exemplo:

Todos somos movidos por recompensas e punições e o que é recompensa para alguns, não o é para outros, e o que é punição para uns, não o é para outros.

Assim, para quem gosta de jiló, ganhar uma caixa cheinha desse fruto é algo sensacional, recompensador, porém, para quem detesta jiló, isso não será nada recompensador, pelo contrário, comer jiló será uma punição, um tormento, um inferno, algo desprezível.

Isso acontece em todas as áreas, para quem adora sexo, sexo é uma recompensa, um reforço positivo, mas para quem detesta sexo, isso será uma punição, um reforço negativo, um problema a mais para ser resolvido no dia a dia. Assim, uma bela transa heterossexual só é desejável e prazerosa para os heterossexuais, já para os homossexuais é desprezível e nada agradável e vice-versa. Se obrigarmos uma mulher heterossexual a transar com outra mulher, isso não lhe será prazer, mas tormento.

O mesmo ocorre com a bebida, pois aqueles que gostam de beber sentem-se recompensados quando têm oportunidade de beber, já para os que não ingerem álcool, ganhar uma caixa de cerveja não será recompensador, mas desprezível.

Aqueles que gostam de churrasco e convívio social sentem-se recompensados com esses encontros, mas para os misantropos, aqueles que detestam convívios sociais, reuniões familiares e bebidas, isso é um tormento infernal indescritível que causa dores emocionais infernais.

Uma personalidade misantropa e pusilânime jamais conviverá com festinhas e ou reuniões sociais, pois correrá um sério risco de adoecer e entrar em profunda depressão ou pânico.

Observe que quando estamos famintos, um enorme prato de comida suculenta é desejável e aceito, mas experimente saciar-se, comer até um pouco mais que o necessário e depois contemplar um suculento prato de comida e observe qual é a sua reação. Todo ser humano empanturrado de comida desprezará um delicioso prato de comida, pois haverá saciedade e por isso não teremos o desejo de comer.
O mesmo ocorre com um copo de água, quando estamos com sede desejamos a água, quando saciados, a desprezamos.

Certo, mas o que tudo isso tem a ver com a personalidade pusilânime?

Para a personalidade pusilânime o prazer que será obtido de determinado esforço, deve ser muito maior que a dor causada para conseguir tal prazer. O estresse físico e emocional do pusilânime é de tal nível de dor, que normalmente eles desistem antes de começar.

Desistem porque temem a dor emocional ou física que sentirão, por isso preferem abrir mão do que desejam ou do que amam, para não terem que passar pelo tormento infernal que sentirão ao perseverarem para adquirir aquilo que querem.

Qualquer que seja o objeto dos seus desejos terá que realmente valer muito mais que a dor que sentem ao sofrem o estresse de conseguirem esse objeto, seja um amor, um filho, o sexo, a saúde, a paz, a harmonia, um carro, uma casa, ou seja o que for.

Assim, o único modo onde à personalidade pusilânime luta e se esforça até a exaustão, é quando há um desejo infinitamente maior que o desgaste emocional, físico, intelectual e financeiro que ele sofrerá, tipo:
O pusilânime ama tanto alguém, mas ama tanto, que a morte desse alguém é a pior dor e o pior estresse que ele pode viver, sendo assim, ele fará qualquer coisa, enfrentará qualquer situação para que essa pessoa não morra. Lutará até a exaustão, mas jamais desistirá de salvá-la enquanto acreditar que há um jeito de salvá-la.

E só haverá a sua desistência numa situação dessas, caso ele se convença de que não há mais jeito, de que todo o seu esforço não resultará num resultado final satisfatório ou positivo. Quando ele percebe que nada do que ele fez, faz e fizer resultará no objetivo que ele deseja, aí haverá a desistência definitiva, irrestrita e absoluta e de forma instantânea e rápida. Essa rendição é a maneira da personalidade pusilânime reconhecer que as suas forças são menores que o obstáculo a ser ultrapassado. É a criança reconhecendo ser mais fraca que o gigante adulto e, portanto, desistindo de lutar e entregando os pontos, jogando a toalha.

O pusilânime não sente as dores diárias como alguém tido por “normal”, ele têm que juntar suas forças interiores e armazená-las por muito mais tempo para poder lidar com as coisas corriqueiras da vida, assim, algo muito simples para outros, lhe causa uma exaustão que lhe suga as energias e o leva para a cama afim de recompor-se para mais um round no combate da vida.

O que para a maioria são reforços e tem poder recompensador, como por exemplo o dinheiro, para o pusilânime não tem tal poder, por exemplo: para a personalidade pusilânime há coisas que nem todo o dinheiro do mundo pagam, pois conforme o nível de estresse que ele for sentir não haverá dinheiro suficiente no mundo para recompensá-lo. Aliás, há casos em que ele daria todo dinheiro, ouro e tesouros do mundo e ficaria a mingua só para não ter que passar por aquele estresse.

Enfim, a personalidade de ânimo fraco, de pulso fraco, a pessoa pusilânime é um ser singular e ímpar e sente os prazeres e as dores da vida de modo único e pessoal, por isso muitas vezes pode parecer ser estranho e frio, quando na verdade essa pessoa está apenas tentando evitar um sofrimento que para ele lhe é insuportável.

Cláudio



quinta-feira, 11 de junho de 2015

A REVANCHE PAGÃ

A respeito dessa foto do movimento LGBT, que segundo alguns, foram tiradas na “Parada Gay”, tenho algumas coisas a dizer:

1°) A alusão a Jesus Cristo está equivocada, pois não é o Cristo que têm preconceitos, mas os cristãos, haja vista inúmeros fatos históricos como lemos na passagem “quem estiver sem pecado que atire a primeira pedra”, além é claro, daquelas inúmeras “pecadoras” que ele tratou com dignidade nunca vista antes e nem depois na história da humanidade.

2°) Jesus Cristo não se ofende nem com essas fotos e nem com as relações homoafetivas e nem com absolutamente NADA que possamos fazer, visto que Ele não veio “chamar os justos, mas pecadores ao arrependimento, pois os sãos não precisam de médico e sim, os doentes”.

3°) Ninguém no mundo é menos ou mais pecador que esses que estão nas fotos, visto que no mundo, segundo o Novo Testamento “não há um justo sequer”, portanto, aquele que não peca visivelmente, peca invisivelmente, internamente, na mente e no coração que é onde ninguém vê, exceto o próprio Deus.

4°) Deus nos deu o livre arbítrio para fazer o que quisermos, inclusive ofendê-lo, humilhá-lo e crucifica-lo, portanto, somos absolutamente livres para nos expressarmos e fazermos tudo o que quisermos, devendo apenas colhermos os frutos das nossas escolhas, sejam boas ou sejam más.

5°) Se o objetivo dessas fotografias foi atingir os cristãos, os religiosos, com certeza esse objetivo foi alcançado, visto que os religiosos entendem muito bem as suas religiões, mas praticamente nada daquilo que Jesus Cristo ensinou. Seus objetivos é serem ótimos cristãos praticando seus rituais e dogmas, mas jamais fazer aquilo que o Cristo fez: perdoar, aceitar, incluir, sacrificar-se, ser arquétipo, amar, relevar, defender o direito e a justiça, praticar a paz...

Enfim, poderia enumerar vários tópicos mostrando a insignificância desse tipo de atitude e comportamento em relação à imensidão e dignidade do Cristo, e a realidade de que Ele não precisa de defesa, pois Sua história e Sua postura diante das misérias humanas são Seus escudos impenetráveis, mas quis deixar claro que as agressões visuais dessas fotos foram tão somente para aqueles que dizem que O seguem sem, contudo, praticarem os Seus exemplos históricos.

Cláudio

quarta-feira, 10 de junho de 2015

CONTAMINAÇÕES DO SEXO COM AMOR

O sexo em si contamina mais facilmente o corpo que as emoções e o espírito, agora, o sexo com amor, tem o poder de contaminar absolutamente tudo. Nosso ser integral, corpo, mente, espírito e emoções são afetados profundamente quando há o sexo com amor, quando há entrega total, irrestrita e absoluta.

O fazer amor, ao contrário de apenas fazer sexo, tem consequências para o nosso ser integral, pois nos colocamos por inteiro, nos entregamos totalmente a outro ser humano e nos fazemos um com ele. Por isso há os contágios: 1) emocional; 2) espiritual; 3) mental e 4) físico.

1) O contágio emocional nos faz alinharmos o nosso humor ao humor daquela que nos fizemos um, nesse caso podemos adquirir emoções que não são necessariamente nossas, mas nos contaminamos do outro. Por isso os depressivos podem sentir-se melhor e os não depressivos, os ditos normais, piores, em determinadas ocasiões depois de entregarem-se um ao outro através da prática do sexo com amor.

Essa entrega afeta profundamente também a nossa maneira de agir, de lidar com as pessoas, por exemplo: alguém muito agressivo, que destrata as pessoas, pode se beneficiar profundamente da bondade de seu parceiro(a) que é educado e que trata bem ao próximo.

O contrário também ocorre, alguém que se deixa abusar certamente se beneficiará da agressividade de sua parceira, aprendendo mesmo que sem querer, a dizer “não” e a colocar limites àqueles que abusam da sua bondade e oneram o seu tempo e a sua disposição.

Nesse caso acima, haverá um equilíbrio que beneficiará a ambos, pois as contaminações emocionais tirarão a ambos de seus extremos e os colocarão no ponto de equilíbrio.

Um problema sério é quando um casal encontra-se nos mesmos extremos, ambos são excessivamente ruins ou excessivamente bons, aí complica, visto que a tendência não será o equilíbrio, mas a obstinação em praticar o mal ou o bem de forma desequilibrada, excessiva e abusiva.

2) Espiritualmente falando, a união sexual com amor nos torna numa só pessoa, num único ser, pois no momento da prática do amor sexual, há a conexão espiritual mais profunda que existe na Terra. Nos fazemos um, mixando, misturando os nossos espíritos quando nossos corpos se unem sexualmente com amor. Quando há uma atmosfera de amor envolvendo os nossos sentimentos e emoções de forma tão profunda que dá para sentir o coração do outro batendo dentro do nosso peito. Nossos níveis energéticos se mesclam e se misturam nos afetando mutuamente nessa troca.

3) A nível mental, não só a convivência intelectual nos afeta profundamente, como o sexo com o parceiro consolida aquilo de novo que pensamos, visto que o ato conjugal derruba as nossas defesas e facilita a aceitação das verdades do outro e a tomá-las como nossas. Assim, o ato da prática sexual amorosa, por nos desarmar, nos faz mudar paradigmas adquiridos na nossa história e que estão pedrados em nós por longos anos.

4) A contaminação em nível corporal já é bem conhecida, aliás, a sociedade só reconhece a existência dessa contaminação, por isso inventamos a camisinha, porém, não há camisinha que possa deter as outras contaminações sexualmente transmissíveis. Fisícamente o sexo pode causar doenças, mas sobre isso nem preciso falar, visto que todos sabemos bem sobre esse assunto.

Por fim, deixo algo para pensarmos: É no ato sexual que Deus dividiu um dos seus dons conosco, o dom da criação, pois é através do sexo que nos tornamos criadores e somos capazes de gerar outras vidas, outros seres humanos e os trazer a existência terrena. Sexo é poder, pois através dele nos tornamos semelhantes a Deus, nos tornamos criadores.

Cláudio Nunes Horácio

terça-feira, 9 de junho de 2015

Ótimo filme sobre a reencarnação

RELIGIÃO OU ESPIRITUALIDADE?

Religiões são construções humanas a respeito do divino, do infinito; daquilo que nos é inconcebível por sermos insignificantes diante da grandeza dos mistérios.
Sendo que a vida como é, é absurda devido a total ausência da intervenção divina, a existência de um Deus nos é inexplicável diante dos fatos históricos.
Como disse Epicurus – 341-270 a.C.:
“Deus quer evitar o mal, mas não pode fazê-lo? Então não é onipotente.
É capaz de evitar, mas não quer? Então é malvado.
Deus pode e quer evitar o mal? Então por que permite a maldade?
Deus não pode e nem quer evitar o mal? Então por que chamá-lo Deus?”

Os enigmas da vida nos tem acompanhado desde sempre. Nossos “porquês” (“Por que nascemos? – Por que morremos? - Por que Deus permite o mal?...) receberam respostas de todos os tipos e naturezas ao longo da história da humanidade, por isso surgiram às diversas religiões, cada uma delas tentando responder aos mistérios da vida e da morte.

A questão é que uma mente limitada não pode definir o infinito e jamais entenderá uma fagulha que seja a respeito de um Deus. Tudo o que podemos fazer são construções mentais, filosóficas e morais a respeito de como acreditamos que deveria ser um Deus.

Portanto, as religiões não podem definir o que seja Deus, ou quem seja Deus, mas como imaginamos que ele deveria ser. Cada um de nós escolhe um deus conforme a sua concepção moral, conforme aquilo que entendemos ser o bem, o correto, o digno, o desejável e conforme o pavor da morte que nos cerca.

Há inúmeros cardápios religiosos, todos recheados de opções doutrinárias com o objetivo de anestesiar o pânico da morte e do desconhecido. Nesse menu de opções encontramos todo tipo de ópio doutrinário, toda morfina emocional que necessitamos para viver de modo pacificado nesta vida insegura e sem garantias reais de saúde, paz e longevidade.

Por tudo isso, sou absolutamente descrente em relação a qualquer serviço religioso a favor do bem, para mim um mundo sem religiões seria infinitamente melhor para a humanidade, pois a religião é o que divide as pessoas; fragmenta a humanidade; torce a verdade em benefício próprio; cria fanáticos; produz  guerras santas; estupra o direito e o livre arbítrio; gera gente ignorante em escala industrial; inflaciona o preconceito; transforma gente de bem em completos idiotas arrogantes; amordaça a inteligência e o bom senso transformando pessoas em anencéfalos; reprime e classifica fisiologias e biologia (sexo) de forma moral e torpe; assassina a razão a favor de dogmas espúrios; castra, limita, esquarteja o Homem, o limitando ao máximo e o deixando funcionando à míngua.

Por outro lado sou totalmente a favor da espiritualidade individual, visto que somos seres espirituais vivendo uma experiência carnal. E, se vivermos de modo espiritualizado, jamais fecharemos as portas da verdade, visto que a buscamos de coração e que errando ou acertando a doutrina, estaremos praticando o que é justo, o que é bom e desejável. Ou seja: o que importa é o que fazemos e não o que cremos. Pois se morrermos e descobrirmos que há um céu e um inferno, ou que não há um céu e nem um inferno, mas uma espiritualidade com cidades e umbrais; o que isso importará se tivermos praticado o bem?

Ou se ao contrário, tudo o que tivermos aprendido estiver errado, se o Cristo for apenas um mito e o correto for o budismo, ou o islamismo, ou o javinismo, ou o taoísmo, ou qualquer outro “ismo” que exista, apenas seremos informados de que a nossa crença estava equivocada, mas saberemos que praticamos o bem e, que isso, sempre contará ao nosso favor, seja lá o ensinamento religioso ou doutrinário que tivermos sidos condicionados a crer desde a infância.

Assim, como disse a madre Tereza de Calcutá, “as mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam”. Porque rezar, orar ou fazer preces são coisas próprias das religiões, já a prática do bem faz parte da espiritualidade universal.

NAMASTÊ!

Cláudio Nunes Horácio

PS: SUGESTÃO DE FILME: NÃO SEM A MINHA FILHA - neste filme vemos como as religiões fecham as possibilidades, cada uma limita o conhecimento de acordo com a sua doutrina, a espiritualidade está aberta a todas as opções e disposta a mudar de direção conforme vamos crescendo e aprendendo. Uma é limitante, a outra é libertadora.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Veja tudo que o Google sabe sobre você

Você sabe (ou deveria saber) que o Google monitora praticamente todos os seus passos na internet. O que nem todo mundo sabe é que é possível saber o que a empresa guarda sobre você e o quanto ela sabe ou deduziu sobre o seu perfil online, com base no seu comportamento.
Abaixo estão alguns links que permitirão ter um entendimento maior sobre o que o Google pensa sobre você:

O que o Google pensa sobre você

O Google usa as informações que tem sobre o usuário para oferecer anúncios direcionados para o seu perfil. Para isso, ele o encaixa em diferentes categorias de gostos. Você pode descobrir em quais categorias você se encaixa no link abaixo.


Basta rolar a página até encontrar a opção de Interesses. Clicando em Editar, você consegue descobrir quais são as categorias em que você se encaixa. Mas fica o aviso: muitas delas estarão erradas. 

Seu histórico de localização

Uma das coisas mais assustadoras que o Google faz é manter um registro detalhado de sua localização. Isso acontece quando você tem um smartphone e permite que a empresa tenha acesso a este tipo de informação para melhorar serviços como o Google Now. Ou seja: isso é opcional.

Mas isso não torna a ferramenta menos assustadora. Você pode ver as informações que a empresa tem sobre sua localização no link abaixo.


Na lateral, você tem a opção de Excluir todo o histórico, se você preferir que o Google não guarde estas informações sobre você.

Tudo o que você já pesquisou

Para desespero de muitos, o Google também registra tudo o que você pesquisa com dados detalhados sobre quais sites você mais acessou a partir das buscas realizadas no site abaixo:


Também é interessante observar que se você tem o hábito de realizar pesquisas por voz, seja pelo desktop, seja pelo celular, você também tem seu histórico de buscas guardado, com direito a uma gravação da sua voz fazendo a pesquisa. Você pode conferir aqui:


Seu histórico no YouTube

Para recomendar novos vídeos, o YouTube guarda informações sobre o que você procura e o que você de fato assiste no serviço. Para conferir seu histórico de busca, você pode acessar o link abaixo:


Se você quiser ver tudo o que você já assistiu no serviço, o link está logo a seguir:


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sem Tanatofobia

Um bom amigo está com um câncer incurável.

Engraçado que me preparei para morrer antes de todos e me esqueci de que eles poderiam ir antes de mim, por isso me senti chocado, agredido, triste, pois MORRER É RUIM PARA QUEM FICA.

A saudade é grande, o sentimento de ausência é terrível, até que nos acostumemos com ele, por outro lado, a morte é um mistério com teorias diversas a seu respeito.

Tanto poderemos morrer e ir para algum lugar melhor, pior ou semelhante à Terra, como poderemos apenas deixar de existir ou nascermos em outro planeta ou habitarmos outra dimensão. Há quem diga que nos unimos novamente com a divindade infinita para reencarnarmos a seguir; outros que há um céu e um inferno, enfim, as teorias sobre a vida pós-morte são diversas.

Como sabemos, todos passaremos pela morte, pois ela é inevitável. Esse é basicamente o principal problema do Homem, visto desconhecermos o que ocorrerá depois dela e, é basicamente por causa do medo da morte que vivemos de maneira a ignorá-la por completo.

Por isso trabalhamos tanto e nos ocupamos tanto com aquilo que é visível e material, pois o que nos é tangível e palpável parece fazer mais sentido, já que podemos administrar, ver, tocar e transformar aquilo que percebemos por nossos cinco sentidos.

Já o que é espiritual necessita do sexto sentido para que haja percepção, e essa percepção é essencialmente uma experiência de fé que não é captada pelos cinco sentidos humanos. Por isso tantas religiões com crenças diversas e contraditórias.
A fé é a certeza daquilo que esperamos, é ela que nos dá as convicções das coisas que não vemos, por meio da fé nos fortalecemos e ficamos destemidos e otimistas e nos dispomos a enfrentar o desconhecido, como se conhecido fosse.

A grande questão, portanto, não é o que acontecerá depois de morte, mas se estamos dispostos a viver com fé aqui e agora, pois viver sem fé é terrível, nos enfraquece e amedronta, pois há ocasiões que só temos a nós mesmos e a Deus.

Muitas pessoas que conversei sentem medo da extinção, ou seja, não há nada além da matéria, portanto, quando o corpo morre, nossa consciência morre com ele. Nossas memórias, tudo o que somos, fomos e fizemos simplesmente se apagam como uma lâmpada que se queima. Não há nada depois da morte!

Desde que me lembro por gente que a morte me fascina e me encanta, por isso a estudei tanto, só que no final das contas conclui que ninguém sabe nada a respeito dela. Tudo o que existe são teorias e mais teorias de como ela pode ser. Mas uma coisa é certa: se Deus existir de fato, a morte é algo necessário para que mudemos de plano, para passarmos de um estado inferior para um superior.

Por outro lado, se Deus não existir e for tudo um acidente do acaso, ao apagarmos feito a lâmpada, não saberemos de nada, viraremos pó e não teremos consciência da nossa existência, o que é indolor e sem consequências, porém, um desperdício INÚTIL e VÃO que, para mim, é inconcebível.

Cláudio Nunes Horácio



sexta-feira, 17 de abril de 2015

Escrevendo Uma Nova Vida - 2011



Você é uma flor que floresce no novo amanhecer 
As cores em torno do sol poente 
Uma vela no escuro 
E você é cada beacon marinheiros na costa 
Você está cada metáfora perfeita 
Há uma ação culminante de todos nós 
Às vezes existem milagres 
e nossa mãos fazer o trabalho 
para cada ação que você mover essas coisa ao longo 
Tudo que você faz movimentos estes junto 
Anjos estão se escondendo nos movimentos dos seres humanos 
anjos estão ao redor para ajudar a todos nós 
somos anjos que escondem nos ossos de humanos 
ajudando a todos esses milagres ao longo 
Há uma golden chave que abre qualquer fechadura 
O caminho para obter a coisa que você quer 
é realmente nunca bloqueado 
E você está cada escolta das pessoas para a porta 
e qualquer outra pessoa é sua 
Cada pessoa é seu 
Anjos estão se escondendo nos movimentos de seres humanos 
Os anjos são em torno de para ajudar a todos nós 
somos anjos que escondem nos ossos de humanos 
ajudando a todos esses milagres ao longo 
Junto.

créditos

de O Escritor Letter (Songs From The Motion Picture) , acompanhar lançado 24 de novembro de 2011

sábado, 11 de abril de 2015

O apego ao sofrimento

Por que ficamos presos no que nos faz sofrer? Por que não soltamos o sofrimento e demoramos tanto para ir em busca de oportunidades melhores?
Existe uma história que expressa de uma maneira brilhante o conteúdo do nosso texto de hoje. A história diz mais ou menos o seguinte:
“Certa vez, um macaco descobriu um vazo no qual havia um coco (o fruto do coqueiro). Acontece que ele não conseguia retirar do vazo o coco e a sua mão ao mesmo tempo, de forma que manteve a sua mão dentro do vazo por horas, sem conseguir o que queria e sem conseguir se livrar da situação”.
jarro-macaco

O apego ao sofrimento

Esta história fantástica resume em uma única imagem o apego ao sofrimento. O macaco quer o coco, porém, de acordo com a situação do momento (o vazo), ele não consegue o que quer. Não obstante, ele continua querendo e fica preso na armadilha de seu próprio querer, de seu desejo – o que lhe gera sofrimento.
Em nossas vidas, também passamos por situações parecidas. É só substituir o macaco por um ser humano, o coco por um desejo X e o vazo (o problema) por uma dificuldade. Por exemplo, a garota que deseja ser amada. Ela vai e procura o amor e a sua felicidade em um relacionamento tumultuado e conturbado (o vazo). Embora ela não se aperceba, ela está vivenciando o mesmo que o macaco da história, ou seja, quer muito algo que não vai conseguir retirar dali.
O mesmo acontece com aquela pessoa que quer ganhar dinheiro (o coco) em um trabalho-vazo. Para todos, é óbvio que o dinheiro não vai aparecer, mas o que se observa é a dificuldade de largar a possibilidade remota e ilusória de um lucro.
E mil outros exemplos podem ser pensados. E porque temos uma tendência de fazer isso?

A identidade

Sartre dizia que a existência precede a essência, quer dizer, nascemos e vivemos e só depois vamos descobrir (ou construir) quem somos. Se não é tão simples saber quem somos, vamos criando certas formas provisórias como referência como personagens em um romance: o garoto rebelde, a patricinha, o estudioso, o esportista, a inteligente, depois o trabalhador, o pai, a mãe, a chefe…
Papéis sociais, enfim. Mas dizendo a partir da perspectiva do apego ao sofrimento é como se um sofrimento fosse melhor do que nada. Melhor um relacionamento ruim do que nenhum relacionamento. Melhor uma possibilidade remota de lucro em um emprego do que nenhum emprego. O vazio assusta, portanto, antes o ruim do que o pior.

O paradoxo
Sempre que leio esta história do macaco, penso o porquê de ele simplesmente não soltar o coco e procurá-lo em outro lugar. Ou soltar o coco e virar o vazo para que ele caia. Mas esta não é a moral da história. A moral da história se pode depreender do que passaria na cabeça dele:
“Eu quero o coco. Só que não tá saindo. Mas vou continuar tentando, pois eu quero o coco. Só que não está saindo, mas vou continuar tentando. Ainda que continue preso nisso, vou continuar tentando, mesmo que não esteja saindo agora, porque eu quero o coco”… e por aí continua…
Conflito = guerra de duas partes: uma parte quer uma coisa, a outra parte quer outra. Se não há um acordo, então o conflito prossegue.
O paradoxo é que é preciso, às vezes, perder para ganhar. No final das contas – ou no longo prazo – não haveria ganho de qualquer jeito, portanto, melhor perder agora e tentar de outra forma do que continuar perdendo… tempo…

Deixar ir

Neste texto – 7 benefícios da Mindfulness Psychology – eu trago o conceito de deixar ir (letting go). Deixar ir o que nos faz sofrer nem sempre é fácil – como vimos. Não porque sejamos masoquistas, mas porque o sofrimento tem um propósito, tem um “ganho secundário”.
É só pensarmos no que estamos constantemente reclamando. Se reclamar não vai mudar nada, porque reclamamos e focamos no que nos faz mal? Porque reclamar possui um ganho, seja a consideração alheia, seja ter o que falar, seja se fazer de vítima.
Um exercício interessante é anotar as reclamações, os problemas intermináveis e insolúveis, e observar o que estamos ganhando com eles. Por exemplo, alguém que reclama frequentemente do trânsito pode utilizar o trânsito como desculpa e justificativa para chegar atrasado em compromissos ou não ir.
A dificuldade de deixar ir é que para deixar ir o sofrimento temos que ser muito honestos. Honestos dentro de nós, menos do que fora. É preciso admitir a verdade, como:
“Este relacionamento está uma droga. Mas continuo nele porque acho que não vou conseguir nada melhor”
“Este trabalho não está rendendo e não vai me dar nem estabilidade nem segurança financeira. Mas eu tenho medo de tentar uma outra oportunidade. Já estou acostumado a trabalhar aqui…”

Conclusão

Culpar os outros, se faz sol ou se faz chuva, reclamar se o relacionamento, o trabalho ou o que for não vai bem, não vai mudar em nada. Tudo o que está fora é como o vazo do macaco, apenas uma forma externa. Continuar neste espaço, tentando encontrar o que não vai ser ali obtido, é uma perda de tempo.