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Mostrando postagens de Maio, 2013

QUANDO O AMOR NOS ACHA

E COMO É AMAR VOCÊ?

É ver o Sol nos seus olhos;
É acordar e pensar que continuo a sonhar;
É dormir grudado feito marsupial;
É sentir seu cheiro quando está a quilômetros de distância;
É permanecer com o coração repleto, mesmo depois que a morte a levou;
É saber que não há nada que nos possa separar e saber que o tempo não apaga o amor, só o petrifica e fortalece;
É não me importar com aquelas estriazinhas e até achá-las charmosas;
É saber que uns quilinhos a mais, em você, só enriquecem seu design;
É ver o Céu no seu sorriso, o Mar em seus suspiros e o vulcão em seus delírios;
É saber me entregar e no seu ventre me reconectar com o divino;
É sentir a Lua transbordar nos tirando pra bailar;
É fazer amor sem limites a sonhar;
É nos plugar no olhar, nos sons, nos cheiros e no paladar;
É sentir seu toque a me acariciar;
É nos encaixarmos dos pés à cabeça inebriados pelo desejo exacerbado de nos invadirmos;
É termos todos os orgasmos da ressurreição e os êxtases dos reencontros;
É saber que somos um e que es…

A CIDADE INTERMEDIÁRIA

Eles estavam se relacionando há cerca de um ano e se viam de 15 em 15 dias.
No intervalo entre um encontro e outro, o espírito se agitava, se contorcia, sofria as cólicas da saudade indizível, morria de inanição pelo toque do amor não ingerido.
Numa dessas semanas infinitas de saudade, houve um feriado na quarta-feira. Então decidiram se encontrar numa cidade entre as cidades que moravam. Na terça-feira a tarde ele sairia de sua cidade com destino a cidade intermediária; ela sairia à noite para encontrá-lo lá.
As horas no ônibus pareciam milênios, era como se o tempo estivesse com o freio de mão puxado. Seu coração pulsava, queimava, chorava e urrava pela urgência do encontro. Enquanto isso a lentidão do tempo parecia inesgotável, era uma tortura infinita que sangrava a sua alma, esgotando sua vida e roubando-lhe o último fôlego que lhe restava.
Finalmente, o ônibus chegou à rodoviária. Suas emoções estavam em carne viva, tudo nele estava à flor da pele. Todas as fraturas da alma estavam …

ENCONTRO DE ALMAS

Quando nos afastamos da nossa “alma gêmea” por um tempo razoável, diariamente vamos perdendo o viço e o fôlego de vida que anima o nosso corpo, evaporamo-nos, ficamos sem combustível vital até que desfalecemos.
Quanto maior for à distância do toque e mais prolongado for o reencontro, menos energia temos; é como esconder do sol que nos energiza, da água que nos hidrata e do alimento que nos mantém ativos. A alma faminta precisa do encontro, do toque, do cheiro, dos olhares, das conexões carnais e espirituais proporcionadas pelo amado... do beijo do eterno, do toque dos olhos, do abraço do mar; o acariciar do vento... É como tragar o sol e abraçar a lua, é equilíbrio e paz; força e serenidade.
O reencontro é uma mixagem indescritível: dois corpos, dois espíritos, duas almas e dois seres que se mesclam e se fundem entre abraços e gemidos, entre lágrimas de felicidade, saudade doída, reencontro de paz, respirar de ternura e conexões invisíveis que plugam seus corpos, seus espíritos, suas…

Caminhos

CONTÁGIO

Quanto de mim sobrou em você? Quanto de você restou em mim?
Somos feitos de encontros, desencontros, vivências, convivências... Idiossincrasias, jeito próprio de ser...
Características nossas que deixamos no outro, modo único de nos expressar que incorporamos em nossa linguagem depois do encontro.
E o impacto do aprendizado da vivência nos acompanha pelo resto da vida, e carregamos o outro conosco, não ao nosso lado, mas dentro, como arquivo gravado no disco rígido do coração, da alma e das emoções. Você em mim; eu em você, pra sempre!
A convivência impregna o comportamento, contamina as ações, é como gripe: pegamos sem querer. Quando nos damos conta, já temos em nós diversas características tomadas de outros: falas, pensamentos, conceitos, preconceitos, prismas...
Somos contamináveis e a propaganda e o marketing estão aí pra nos provar isso: “uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade” – muda a mentalidade social; faz o inaceitável virar rotina. E o que antes era abominável,…

Cacos