sexta-feira, 1 de junho de 2018

AOS ENLUTADOS



Todos morreremos esse é o fato fundamental da vida humana, exatamente por isso resolvi estudar Teologia, pois o único problema real que temos é a morte.

Só a espiritualidade pode nos dar respostas coerentes, lógicas e concretas sobre esse fato e nos ajudar a enfrentar todas as perdas que teremos de pessoas amadas no decorrer dessa vida; somente ela nos norteia a respeito da nossa própria passagem para o outro lado.

Todos temos a ilusão de que somente pessoas velhas morrem, mas não! A morte alcança a todos, de todas as idades e etnias.

O conselho bíblico é:
(Efésios 6:10-17)

“Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder.
Nossa força vem de Deus e somente dEle.

“Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.
Nossa luta não é contra nada que seja desse mundo.

 “Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.
Há uma armadura que nos protege de todos os males.

“Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz.
O que nos manterá em pé é nos vestirmos da verdade, é vestirmos a camiseta blindada da justiça, é termos os pés firmes fincados no Evangelho.

“Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno.
Somente a fé pode nos proteger, ela é o escudo que nos defende do mal.

“Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
Nossas mentes são protegidas pela salvação que recebemos de Jesus, ela (a salvação) é o nosso capacete.  Jesus é a nossa arma, a nossa espada que tem o poder de discernir tudo, de extirpar as dúvidas e de nos proteger do medo.

Portanto, nossas armas são:

1) Fé em Deus;
2) Entendermos que estamos lutando contra poderes invisíveis, pois a nossa luta não é contra nada que seja desse mundo;
3) Nos vestirmos da verdade;
4) Colocarmos o peitoral da justiça - seja uma pessoa justa;
5) Caminharmos sempre dentro dos ensinos do Evangelho;
6) Usarmos a nossa fé como escudo para todos os males, inclusive a morte;
7) Sabermos que a salvação que Jesus nos deu protege a nossa mente;
8) Atacarmos todos os males, as dúvidas e angústias com Jesus (através dos ensinos do Evangelho), ele é a nossa espada, Ele é a Palavra de Deus e é “nele estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento”.

Esses são passos simples para todos os cristãos.

Cláudio







sexta-feira, 25 de maio de 2018

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO



As mudanças ocorridas no mundo nos últimos 50 anos transformaram a sociedade de forma profunda. Nossas tradições foram substituídas pelo pensamento prático e egoísta.

As famílias se perderam ao investirem tudo no “ter”, no adquirir e no possuir, abandonando definitivamente o “ser” e a proximidade que o fazer parte de um grupo familiar nos garantia de intimidade.

Estamos a cada dia mais distantes uns dos outros, mesmo que vivamos sob um mesmo teto. A solidão a dois, a três, a quatro ou a cinco grita escandalosamente em meio às convulsões sociais que criamos.
A vida simples, satisfatória e com poucas aspirações materiais foi deixada para trás. Isso dispersou os membros das famílias, os espalhando para todas as direções. Alguns conseguem se equilibrar nessa correria insana, outros, se perdem em meio ao crime, às drogas, o estabelecimento de outras diversas famílias que não têm continuidade e muito menos base ou estrutura para sobreviverem.

Da frequência às missas ou aos cultos protestantes, do assentar-se à mesa para as refeições ou o reunir-se em volta da TV a noite, tudo se perdeu em meio aos aparelhos celulares, as Redes sociais e o descaso com o qual passamos a nos relacionar.

Não há mais comunhão, apenas desunião; o tempo em família e em igreja se perdeu, acabou!

Os domingos já nada representam, apenas tornaram-se momentos de ociosidade que garantem as glutonarias e as bebedeiras, as conversas improdutivas, insossas, insanas e abjetas de quem nada de bom tem a oferecer para si, para o próximo, para a vida ou para o mundo.

Nenhuma consciência é estimulada, valorizada ou ambicionada; não há mais a espera gostosa dos horários de reflexão espiritual dos cultos ou das missas dominicais.
Ninguém mais se sente aquecido com as antigas matérias fantásticas do Show da vida – O Fantástico, que nos trazia inúmeras reportagens daquilo que desconhecíamos, ao ponto de nos deixar boquiabertos.

Aos domingos, após o jantar, as famílias se reuniam na sala em frente a única TV que havia na casa para admirar os efeitos maravilhosos da abertura do Show da vida, criados pelo designer alemão Hans Donner.

Não existiam Redes sociais, celulares ou internet, ninguém sequer imaginava uma foto digital, um Photoshop, um Facebook ou um Whatsapp. Conversávamos com aqueles que estavam próximos e, eventualmente, escrevíamos cartas ou telefonávamos rapidamente para os que estavam longe.

Quando acabava a energia elétrica, acendíamos as velas, sentávamos em círculo e contávamos histórias, relembrávamos momentos e revíamos as lendas urbanas que tanto nos amedrontava. Eram momentos especiais, em família, com os corações aquecidos e próximos. Mesmo que algumas coisas materiais nos faltassem; amor, união e comunhão sempre eram abundantes.

Havia respeito mútuo, liderança, disciplina, boa vontade, obediência, colaboração. Todos sabiam seus deveres e suas obrigações, não era pesado para ninguém.

Os mais novos começavam a trabalhar bem cedo, não havia a interferência do governo na família com a criação de leis absurdas obrigando os pais a sustentarem filhos vagabundos.

O que havia era as instruções dos clérigos, que orientavam os pais em como deveria ser uma educação cristã para a formação de um Homem de bem.

As crianças não se intrometiam nas conversas dos adultos, não os respondiam, jamais davam birras e nunca eram consultadas a respeito daquilo que queriam comer, a que horas queriam dormir ou coisas semelhantes. Os pais determinavam como seriam suas vidas e suas rotinas e ponto final.

Nas escolas os professores eram deuses respeitados, possuíam o conhecimento que precisávamos, confiávamos neles. Suas opiniões, palavras e atitudes nos influenciava, nos confortava ou apavorava, dependendo da situação.

Eram verdadeiros arquétipos da sabedoria e do conhecimento, suas opiniões realmente importavam, pois ninguém tinha a pretensão de saber tanto quanto eles sem jamais ter estudado, como acontece hoje com os “especialistas” de Facebook.

Eram doutores do saber, um saber que não aprenderam nalgum site vagabundo ou nalgum Youtube da vida, mas nas academias literárias, nos cursos superiores, com dedicação e zelo.
Enfim, essa é uma vida que se perdeu em meio a modernidade, onde tudo é superficial e virtual, onde nada e nem ninguém é levado a sério.

Infelizmente, ganhamos as tecnologias, mas perdemos a alma; o ideal seria se preservássemos as tradições e usássemos as tecnologias em nosso benefício.

Não era preciso vender a alma para que o progresso viesse, aliás, o sensato sempre foi preservar a alma enquanto usufruímos do progresso, da tecnologia e de tudo aquilo que evolui para nos proporcionar conforto.

A alma é uma tecnologia divina, logo, não foi feita para se perder, mas para nos dirigir e nos conduzir aos bons caminhos: à vida, à paz e ao amor.

Cláudio Nunes Horácio



sexta-feira, 11 de maio de 2018

A DOR DOS PAIS


Ter filhos dói!
Dói quando os parimos;
Dói quando têm cólicas;
Dói quando os deixamos na escolinha ou na creche;
Dói quando caem ao começarem a andar;
Dói quando começam a balbuciar suas dores;
Dói quando os deixamos anualmente na escola no primeiro dia de aula;
Dói quando os educamos, corrigimos e exigimos que façam as coisas certas;
Quando menstruam ou ejaculam pela primeira vez;
Quando se tornam adolescentes e descobrimos que a partir daquela data alçarão voos longe de nós.
Dói quando percebemos que vestem “a couraça do sabe tudo” ao notarem inconscientemente que o mundo é grande demais e a vida excessivamente perigosa para quem está no comecinho e ainda não sabe nada.
Dói os vermos tropeçar e cair, se arrebentarem e continuarem tentando e tentando e tentando...
Dói compartilhá-los com o primeiro namorado, a primeira transa e todos os corações partidos no decorrer da vida inteira.
Dói vê-los mudar de cidade para cursar aquela faculdade ambicionada;
Dói vê-los se casarem, irem embora de casa definitivamente para que a vida providencie que se tornem adultos;
Dói enxergarmos seus erros tolos com seus cônjuges, filhos, patrões;
Dói não sermos acatados em nossos conselhos preciosos;
Dói percebermos que mesmo quando eles se julgam adultos ainda não passam de crianças inexperientes que só fazem besteiras no cotidiano: não têm ideia de como lidar com a vida, marido, esposa, filhos, profissão, espiritualidade...
Dói quando ficam desempregados, quando parem, adoecem...
Dói percebermos o pavor nos olhos deles quando envelhecemos e estamos prestes a completar a nossa missão na Terra;
Dói sabermos que sofrerão com a nossa morte e que, mesmo involuntariamente, lhes causaremos essa dor.
A paternidade e maternidade é a expressão máxima do amor de Deus, é incondicional, intransponível e incomparável. É na condição de pais que desfrutados do coração de Deus; é nessa condição que Deus compartilha do seu Amor conosco.
A única maneira de sentirmos o coração de Deus batendo dentro do nosso peito é aceitando e nos rendendo ao Amor Incondicional que sentimos por nossos filhos.
É nesse sentimento que Deus se apresenta exatamente como É!

Cláudio Nunes Horácio

quinta-feira, 15 de março de 2018

TERRA - A MATRIX SURREAL

A complexidade da vida é de difícil elaboração, visto que são inúmeros os fatores que teremos que juntar e abordar: a vida material, física, psicológica; a sociedade que estamos inseridos, a política com suas leis, normas e corrupção; o planeta, o clima; o trabalho e a profissão; os diversos relacionamentos com as suas interações; a educação e a cultura; a família, a religião, as crenças e a fé ou a falta dela...

A saúde mental do planeta está afetada por tantos sistemas artificiais que elaboramos para viver; praticamente nada é natural e simples, mas complexo e artificial.

Criamos muitas coisas para facilitar a vida: a roda, o aço, a pólvora, a geladeira, os fertilizantes e agrotóxicos, mas nos perdemos em seguida.

O pior é não sabermos onde estávamos e como retornar, é não entendermos nada de coisa alguma. A ignorância que, às vezes, pode ser uma bênção, nesse caso é uma tragédia.

Todos os sistemas criados com o objetivo de nos auxiliar, hoje, se corromperam a tal ponto, que nos tornamos escravos dele.

Não somos livres para agir, pensar e sentir, mas é ele, o sistema, quem nos diz o que fazer, sentir e pensar.

Nascemos e desde sempre somos adestrados para responder as demandas daqueles que nos governam.

Podemos ter pontos de vistas opostos sobre um mesmo assunto, dependendo da ocasião, tudo dependerá do bombardeio midiático que fizerem sobre nós e o quanto estamos contaminados por ele.
É assustador pensar que nesse sistema o qual nascemos e vivemos é um zoológico que nos trancafia e nos manipula para que façamos aquilo que lhe mantenha sólido e poderoso, pois quanto mais vivemos, mais rígidos e pedrados ficamos.

Aqui ninguém é normal, o mais são e lúcido baba colorido e é capaz de matar a mãe e castrar o pai, esfolar os irmãos e empalhar o cônjuge.

Vivemos num mundo absolutamente assustador sob a ótica da moral divina, das orientações teístas e da fé cristã.

O absurdo é tamanho que para que estejamos vivos precisamos ter um papel que diga isso, nossa presença viva não é suficiente para comprovar que estamos vivos. Nada aqui é simples e prático, mas complicado, confuso e burocrático.

Quando lemos que “o mundo todo jaz no maligno”, conforme nos ensina o apóstolo João, não temos motivos para duvidar, basta observarmos cinco minutos que nos convenceremos disso.

Nascer na Terra é encarnar num pesadelo surreal sem horizontes e sem soluções. O terráqueo que teme o inferno é porque ainda não se deu conta de onde está!

Cláudio


                                                                                                                                                                                                                                  

domingo, 17 de dezembro de 2017

A MORTE

“Mais vale ir a uma casa em luto do que ir a uma casa em festa, porquanto este é o fim de todo ser humano; e desde modo, os vivos terão uma grande oportunidade para refletir.” (Eclesiastes 7.2 KJA).

Morrer significa separar o corpo do espírito, a pessoa deixa de ser uma alma vivente e o corpo volta ao pó e o espírito volta a Deus que o deu.

“Sim, com certeza, lembra-te de Deus, antes que se rompa o cordão de prata, ou se quebre a taça de ouro; antes que o cântaro se despedace junto à fonte, a roda se quebre junto ao poço; o pó retorne à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o concedeu.” (Eclesiastes 12.6-7 KJA).

Não há morte no sentido de inexistência do ser em nenhuma confissão religiosa cristã, apenas uma mudança de dimensão, um ultrapassar das fronteiras que nos limitam à geografia terrestre, ao espaço e ao tempo que estivermos vivendo como alma.

Para aqueles que têm fé a vida não tem fim, quando há a destruição do veículo usado pelo espírito aqui deste lado da vida, sabemos que de fato foi o espírito que ficou livre do corpo, sem as limitações que o prendiam na Terra. É como um mergulhador que se livra do escafandro e sai nadando livremente.

O choque violento que a morte causa, especialmente a morte de pessoas novas que morreram em acidentes terríveis é que não entendemos o significado real da morte, ou que apenas acreditamos no que ela seja de maneira vã e torpe, da boca para fora.

Quem tem fé de fato confessa aquilo que Jesus nos ensinou:

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;
e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (João 11.25-26 ARA).

Não é possível que alguém que creia nisso de todo o seu coração se desespere diante da realidade da morte.

A questão toda é que ninguém busca a Deus, não sabem nada, não se interessam e estão totalmente perdidos. Acreditam que a vida é isso que veem e apalpam aqui na Terra. Quando percebem que isso é passageiro e que a vida é frágil, desesperam-se.

A maioria não tem fé, possuem no máximo crendices; o que não os protege das dores nem da vida e nem da morte. O deus da maioria são as riquezas e os prazeres terrestres, quando alguém próximo perde isso, o pavor toma conta dos corações vazios.

A futilidade foi entronizada nos tronos dos corações humanos; tudo é vaidade, fútil e inútil; praticamente ninguém quer saber sobre o além-túmulo, sobre os fatos divinos, as suas obras e sobre os ensinamentos do Salvador.

Para que não pensem na morte que os apavora, mergulham tão profundamente no materialismo, no egocentrismo, nas mais diversas tolices mundanas que conseguem viver hipnotizados, como se a morte não existisse.

Mas o fato é que a morte é real: morrem fetos, bebês recém nascidos, jovens, adultos e idosos; ela não tem preconceitos de idade, ela simplesmente nos leva quando acabar o nosso tempo aqui.

A única maneira de a enfrentarmos é adquirindo consciência sobre ela, sobre o seu significado, suas realidades, consequências e obras póstumas.

Foi Deus quem nos deu a vida, é Ele quem as tira de nós. Somente nEle esse problema terá solução. Busque-O!

Cláudio