sexta-feira, 27 de novembro de 2015

TUDO É DINÂMICO

Pessoas são universos, complexos e únicos. Cada qual com suas virtudes, conceitos, preconceitos, dúvidas, certezas, acertos, erros, temores, louvores, indignações, mentalidades, crenças, traumas, criação, educação...

De fato não há como ingressar no universo alheio de forma plena e significativa, o máximo que conseguimos é esbarrar em suas fronteiras, nos dando uma pequena luz sobre quem é a pessoa que estamos envolvidos.

Todos nós temos os nossos motivos para sermos como somos, para fazer o que fazemos, para agir e pensar o que pensamos, ninguém é livre de condicionamentos, vivências e experiências na hora de fazer suas escolhas. É por isso que escolhemos o que escolhemos e vivemos da forma que vivemos.

Certos ou errados, nossas escolhas são perfeitas, pois de acordo com tudo o que sabemos e está entranhado em nós, não nos restara outra opção, senão agir em harmonia com aquilo que nos tornamos no decorrer da vida.

Alguns escolhem melhor, outros pior, mas todos escolhemos o que acreditamos ser o melhor e o correto para nós naquele momento e, na verdade, é só isso o que importa.

A nosso favor temos o tempo, a evolução, a maturidade e a experiência, tudo isso irá nos ensinar a fazermos novas escolhas e melhores, por isso a vida é dinâmica.

Observe à sua volta, tudo tem começo, meio e fim: Vida e morte, quente e frio, novo e velho, água e fogo, sol e chuva, infância e velhice. Nascemos, crescemos, morremos, renascemos...

Tudo e todos se movem, nada fica parado, tudo evolui, tudo muda. Somos seres mutantes num universo mutante, dentro de um sistema solar ambulante a se mover dentro da galáxia.

Quem somos hoje, quem somos agora, não será de forma alguma aquele que seremos amanhã. Conhecemos pessoas e após nos afastarmos por alguns meses, ilusoriamente pensamos continuar a conhece-las, só que não, só que essa pessoa já mudou, bem como mudamos também. Já não somos quem éramos há meses, elas já não são quem eram quando as conhecemos, tudo se fez novo, tudo mudou.

Nada mais é igual, nem a localização geográfica do planeta Terra é a mesma, até mesmo esse veículo que habitamos já girou, já se moveu e encontra-se muito distante do lugar anterior, por isso há tempo para tudo debaixo do sol.

Aproveite o agora, pois ele não voltará jamais!

Cláudio


terça-feira, 10 de novembro de 2015

QUE O TEMPO NOS ENSINE A TER BONS OLHOS

Mateus 6.22-23:

Os olhos são a lâmpada do corpo. Portanto, se teus olhos forem bons, teu corpo será pleno de luz.  Porém, se teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em absoluta escuridão. Por isso, se a luz que está em ti são trevas, quão tremendas são essas trevas!”

Jesus sabe o que diz, nós é que teimamos em não admitir.

A maturidade humana chega quebrando paradigmas, desfazendo ilusões, machucando para nos curar.

Infelizmente em nada adianta a prática do bem quando esperamos algum tipo de reconhecimento, pois há pessoas com péssimos olhos que vivem na completa escuridão e, mesmo que façamos o bem a estes, nunca reconhecerão e ainda falarão mal de nós, pois têm maus olhos. Essas pessoas projetam a sua pobreza existencial e espiritual em todos, especialmente naqueles que praticam o bem.

Nada podemos fazer para que enxerguem, pois estão cegos, tão cheios de si que não cabe mais nada e nem ninguém, muito menos Deus que é o único que pode lhes dar a luz. São ateus ou religiosos sem convicções sólidas, sem prática de seus dogmas, pseudocristãos.

Pessoas assim vão vivendo, levam a vida em meio às mentiras, manipulações, dissimulações, buscando tudo o que há de material para conquistar. São buracos negros sugando o que a vida oferece aqui e agora, nesse plano material, nesse planetinha mixuruca, morada dos perversos batizados com o título de seres humanos.

É muito ruim quando descobrimos que o bem que praticamos foi pago com o mal. Quando escrevemos um livro que fala do amor de Deus, que fala sobre aquilo que o próprio Jesus nos ensinou a praticar e alguém sem a capacidade teológica, cultural e intelectual, um completo ignorante diplomado que têm maus olhos o taxa de lixo. Essa pessoa sabe que não tem a capacidade, o conhecimento e o gabarito do escritor e difama a sua obra por pura inveja e implicância.

É ruim, é triste, não pela crítica, mas por saber que o livro não teve o alcance que desejamos, que o Amor de Deus não constrangeu esse infeliz ao bem, mas tão somente à crítica destrutiva.

E é ainda pior quando escutamos que essa pessoa é evoluidíssima e tem muito conhecimento na sua religião, pois digo que conhecer uma única religião é fácil, conhecer inúmeras também, basta ler, estudar; agora, praticar apenas um único sermão de Jesus, o Sermão do Monte, é que o bicho pega. Então não interessa o conhecimento teórico obtido, importa a prática do amor, do bem, da paz.

Pegue aí uma bíblia, leia MATEUS 5:1 ao 7:29  e LUCAS 6:17-49, pratique e serás perfeito aos olhos de Deus.

Mas tudo bem, o próprio Jesus nos alertou a não jogar pérolas aos porcos, e se jogamos, é porque julgamos que o porco não era um porco, mas alguém melhor. Paciência!

Erros de julgamentos acontecem o tempo todo, por isso Jesus nos alerta a julgar segundo a reta justiça e não segundo a aparência (João 7:24), do mesmo modo que o Senhor nos manda julgar por nós mesmos o que é justo (Lucas 12.57) e nos alerta que com a severidade que julgarmos aos outros, seremos julgados (Mateus 7.1-2).

NAMASTÊ!





domingo, 6 de setembro de 2015

GAFANHOTOS DA EXISTÊNCIA

Se realmente fosse possível nós amarmos a Deus acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos, não teria sido necessária a morte de Jesus na cruz.
O fato é que NINGUÉM ama a Deus acima de tudo e muito menos ao próximo como a si mesmo!
Quando dou ênfase nesses mandamentos, estou sendo demagogo, visto que eu mesmo não os pratico, e minha pregação tem a nítida intenção de camuflar a minha vagabundagem na prática do Evangelho que vai muito além do resumo desses dois mandamentos.
Quem ama a Deus acima de tudo, não vive para si. Quem ama ao próximo como a si mesmo, deve dividir absolutamente tudo com o próximo, seu tempo, seu dinheiro, seu conhecimento; deve cuidar do próximo como cuida de si mesmo, mas nunca vi ninguém levantar cedo e preparar o café da manhã para si e para o vizinho da favela; muito menos dar-lhe banho e providenciar quarto, cama e cobertas. Nunca vi ninguém ensinando ao desamparado a ganhar o pão diário e a cuidar de si mesmo.
Vi sim gente esbanjando dinheiro e tempo com o que é desnecessário e não ajudando a próximo algum, vemos isso o tempo todo, todos nós fazemos isso.
Vemos gente com som num volume absurdo, e fora do horário permitido por lei, estuprando, currando os ouvidos do vizinho que irá acordar cedo para trabalhar no dia seguinte e passará o dia todo sonolento e mal-humorado pela falta de amor ao próximo do vizinho sem noção.
Há gente de todos os tipos e modelos, mas todos, absolutamente todos somos egoístas, por isso nos é impossível amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, nem a Madre Tereza fez isso.
A partir do start inicial fomos escolhendo, e escolhemos oprimir os mais fracos, roubar-lhes os bens, escravizar seus filhos, tomar suas mulheres...

Inventamos máquinas de opressão, sistemas políticos, guerras, divindades diversas, religiões diversas, sexos variados; vivemos como se nunca fôssemos adoecer ou morrer. Nossa vida não é a recomendável e muito menos saudável, industrializamos a vida animal, enlatamos e colocamos conservantes e, antes, injetamos hormônios e anabolizantes. Tudo isso e muito mais e ainda nos perguntamos o porquê de tanto sofrimento.
O fato é que somos a praga do planeta, somos como gafanhotos devorando tudo o que há de bom, destruindo a natureza e buscando a aniquilação com as nossas próprias mãos.

Se não houver Deus, em pouco tempo também não haverá Homem, simples assim.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

DESLIGAMENTO

Aos 50 anos vamos percebendo que as memórias vão se apagando, que há poucas recordações das nossas histórias com lembranças claras. Restam-nos apenas sensações.

Sabemos se algo foi bom ou ruim, podemos até saber o porquê foi bom ou ruim, porém, não há o acesso às memórias, aos acontecimentos específicos. Há sim, a certeza de que valeu ou não valeu a pena os episódios vividos; há a sensação de perda ou ganho, mas não há a visualização da trama da vida que é a nossa história.

Claro que não sei se isso ocorre com todos os cinquentões, só sei que comigo é assim, não me lembro de praticamente nenhum detalhe da minha história, apenas me recordo que algo foi bom ou ruim, se me arrependi ou não de ter vivido ou feito. As imagens ficaram para trás, perdidas em algum lugar do passado.

No começo me assustava ao ver que isso vinha ocorrendo comigo frequentemente; hoje, me sinto mais leve, pois aprendi que não é necessário carregar bagagens inúteis diariamente. E isso me proporciona a leveza necessária para fechar meus olhos e dormir instantaneamente, mesmo que haja um problema no dia de hoje, pois “basta a cada dia o seu mal”. Afinal, amanhã será outro dia.

O que me incomoda um pouco é que tenho tido insights de amnésia em relação à língua portuguesa, às vezes me esqueço como se escreve algo e isso me incomoda bastante.

Por outro lado, não me lembro daqueles que eu deveria sentir raiva, mágoa ou até ódio, ficou tudo no passado, no arquivo morto da vida e da história. E, se houver mesmo um Deus que contabiliza as boas e as más ações, minha história está em Suas mãos, que seja feito segundo o Seu desígnio.

Sabe, vivo a sensação constante de estar deixando de existir, de estar partindo, desapegando daqui da Terra, dessa vida, dessa dimensão. Há essa sensação de desligamento das coisas, das pessoas, da vida terrena. E o engraçado é que vivo hoje como expectador da história humana, como se não fizesse parte da trama. A sensação é de desligamento mesmo, tipo quando algo funciona em 220 volts e o ligamos em 110 e seu funcionamento fica debilitado, lento; falta energia. É essa a sensação que sinto hoje, me faltam forças para lutar, portanto, aceito, me submeto e confio que o melhor já está sendo feito.

Além de a energia estar fraca, não tenho desejo algum de revanche com ninguém, talvez por isso não tenha desejo de lutar, pois a rendição já me alcançou por inteiro. Rendi-me a vida com seus êxtases e dores, fiz tudo o que pude fazer de melhor, mas claro que o meu melhor muitas vezes foi pouco e insuficiente, porém, eu sei que me esforcei ao máximo, eu sei! E isso me basta. Do mesmo modo, tenho consciência que a grande maioria das pessoas fizeram, fazem e farão o seu melhor e, que isso, inúmeras vezes não será o suficiente. Paciência, é a vida!

O interessante é que não há tristezas ou nostalgias, angustias e sensações de perdas, mas apenas o doce sentimento de missão cumprida, de desligamento do útero da Terra para o nascimento necessário para que haja o progresso individual e coletivo humano.

Viver, crescer, morrer, renascer...

Cláudio
  

terça-feira, 4 de agosto de 2015

ARQUIVOS DO CORAÇÃO

Um dia desses estava pensando sobre as recordações impressas ou filmadas, fotos e vídeos, que guardamos como forma de armazenar a felicidade fugaz vivida ao longo da nossa história.

Os sorrisos, os olhares, os aromas, o calor da emoção e as câimbras da comoção da alma não são confináveis, porém, o é o armazenamento das suas imagens. Por isso fotografamos: para congelarmos a felicidade e a carregarmos no tempo e na história; por isso filmamos: para revivermos emoções importantes, recordar cada detalhe que vai desde os sorrisos mais felizes aos olhares mais significativos.

Com imagens gravadas ou impressas, podemos acompanhar o desenvolvimento de nossos filhos, salvar períodos que passarão e que não voltarão jamais. Além disso, podemos mostrar a eles o que suas memórias já esqueceram: suas infâncias, momentos engraçados ou assustadores vividos por eles e, nos quais, não se recordam por terem sido vivenciados quando muito jovenzinhos.

Lembramos daqueles que se foram, que morreram antes de nós; ou pessoas que não fazem mais parte do nosso convívio, mas que tiveram um grande significado para nós: amigos que partiram e que hoje estão geograficamente longe de nós.

Por outro lado, há boas razões para que o nosso cérebro arquive e bloqueie o processo das lembranças, talvez a mais importante de todas seja que a felicidade encontra-se em viver no momento presente, não no passado e não no futuro.

Além disso, muitas pessoas tiveram importância temporária em nossas vidas, como ex-cônjuges ou namorados e, por isso, hoje já não significam nada para nós, o que torna o armazenamento das memórias em vídeos e fotografias inúteis. Por isso é bom reciclar e não levar bagagem inútil. Pegue suas fotos inúteis, seus vídeos vãos e jogue-os fora, caminhe mais leve, pois um dos motivos de não nos lembrarmos com detalhes de todos os acontecimentos e vivências é exatamente esse: caminharmos mais leves, apenas transportando a bagagem mínima necessária de passado.

Mas se é assim, por que tiramos tantas fotografias quando estamos vivendo algo especial? Porque geralmente “algo muito especial” só tem sentido no presente, e sempre achamos que se é especial não acabará jamais, mas muitas vezes o que é especial hoje, amanhã será desprezível ou talvez, insignificante diante do presente. Noutras, o desfecho da felicidade foi tão sem traumas significativos, que a própria história se encarrega de eternizar tais momentos. Isso acontece quando a pessoa do passado é tão especial no presente como foi no passado, aí sim poderemos preservar as imagens que armazenamos, porque ganharam sentidos eternos e não nos pesará na alma, pelo contrário, nos dará alegrias quando quisermos relembrar. Mas não é isso o que geralmente acontece, o comum é que os desfechos, o fim dessas paixões se encarregue de estragar tudo o que vivemos e, portanto, cada memória trará mais dor do que prazer, tornando-se em cargas inúteis.

A natureza dos nossos arquivos de memória nos auxilia a desapegar e a viver no agora, por isso a felicidade encontra-se em viver no presente. O acúmulo de imagens e memórias em mídias digitais ou impressas é uma criação humana, algo excelente nalguns aspectos, mas que só tem valor para preservar o que foi, é, e continuará sendo digno de ser recordado.

Cláudio



quinta-feira, 23 de julho de 2015

HOMOSSEXUAL E HOMOSSEXUALISMO - QUAL A DIFERENÇA?

As pessoas confundem o movimento do homossexualismo com a condição homossexual, uma coisa nada tem a ver com a outra.

Homossexualismo é um movimento político ideológico que quer impor a condição homoafetiva como norma, como padrão, como sendo o normal; por isso exigiu o casamento gay e todos os demais direitos iguais aos dos heterossexuais, inclusive de adoção de crianças e cerimônias religiosas obrigatórias, o que ainda não conseguiram. O movimento do homossexualismo Impõe as suas verdades sobre os demais e busca leis que obrigue a sociedade e a religião a aceitarem a condição homoafetiva como o padrão ideal do ser humano.

Homossexual é uma pessoa homoafetiva, ou seja, que se sente atraída por pessoas do mesmo sexo, isso independente de cerimônias e altares, de direitos a cerimônias religiosas que invocam a bênção de Deus sobre a união conjugal .


BIBLICAMENTE falando, devemos amar o ser homoafetivo e abominar o movimento do homossexualismo por tentar perverter e adulterar a família e a sociedade conforme Deus instituiu.

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terça-feira, 30 de junho de 2015

PERGUNTAS E RESPOSTAS BÍBLICAS


1) Se Deus é bom por que ele não matou o diabo?

Primeiro Deus criou o mundo espiritual e colocou cada uma das suas criaturas à prova. Os anjos ao serem criados ganharam vida e o livre arbítrio pelo qual puderam escolher entre obedecer a Deus ou viverem independentes Dele.

O mesmo ocorreu na criação do mundo material, portanto, todas as vezes que Deus criou seres morais, os submeteu a uma prova de obediência, até com Jesus foi assim, na tentação no deserto.

Sendo assim, Deus optou por criar-nos livres e Ele não interfere no livre arbítrio, isso é uma das coisas que Deus não pode fazer. Deus não pode tudo, Ele não pode pecar, não pode salvar a humanidade sem a cruz de Cristo, não pode contradizer-se, não pode agir em desarmonia com a Sua natureza.

Por isso, ao ter optado por criar seres com livre arbítrio Ele abriu a possibilidade da existência futura do mal, o que realmente aconteceu. Lucifer tornou-se em Satanás, em opositor,  em adversário dos Homens, e o fez por orgulho e por ser absolutamente livre para escolher.

Deus, portanto, não pode aniquilar o mal, apenas limitá-lo e é o que Ele fará, e não pode aniquilar porque criou seres eternos, alguns escolhidos terão a vida eterna e os demais a morte eterna.

2) Onde estava Deus quando eu fui estuprada?

Deus estava sendo estuprado com você, pois Ele habita com seus filhos, você é seu templo.

Como disse no item anterior, Ele não pode interferir no livre arbítrio, mas pode habitar o ferido, fortalecer o fraco e consolar o desesperado.

Assim, "quando fizestes o bem ou o mal a um desses pequeninos que creem em mim, a mim o fizeste".

Cláudio