sábado, 20 de dezembro de 2014

NATAL


Num mundo onde a sociedade se tornou pagã ao extremo e o hedonismo impera soberano, o Natal, ou seja, o nascimento do Salvador - Senhor Jesus Cristo - foi sequestrado pelo marketing comercial cujo Papai Noel não só ofuscou o sentido original, como extirpou por completo a razão de ser dessa data.

 Que ao menos na noite de Natal possamos nos lembrar que o presente é o aniversariante e não as quinquilharias trocadas por corações sem fé.

 PARABÉNS SENHOR JESUS, GRATIDÃO ETERNA!

 Cláudio Nunes Horácio

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

EM QUÊ EU CREIO?


Se eu lhe contar no quê acredito você enlouquecerá!

Acredito na vida eterna e na imortalidade da alma.

Acredito no Amor e na união conjugal para muito além de uma única vida terrena, mas sei que há
gente dissimulada, manipuladora, falsa, fingida e infinitamente mentirosa simulando amor inexistente
para se dar bem.

Acredito na morte e na extinção total e irrestrita do amor conjugal não correspondido, não alimentado e não preservado por ambos, visto que não há amor conjugal unilateral; não existe amor não correspondido, pois nesse caso é obstinação, mas jamais amor.

Acredito que o corno é o traidor e que a deslealdade é infinitamente pior que a traição, pois traição é carnal e sexual, enquanto a deslealdade é uma deficiência de caráter espiritual que contamina muito mais do que o corpo do enganador. Sexo pra mim não tem tanto peso quanto o caráter de uma pessoa, por isso vejo a traição sexual como insignificante se comparada a deslealdade da mentira, do engano e do engodo.

Acredito em vidas extraterrestres, OVNIS, UFOS e ETs.

Acredito em Anjos celestiais e em demônios humanos;
na encarnação do bem e na destruição total do mal,
na evolução pessoal e no progresso de toda a criação.

Na possibilidade da existência da reencarnação e na possibilidade dela não existir conforme consta nos Evangelhos canônicos; em Deus e na possibilidade de haver realmente um diabo de fato, um anjo que por sua rebelião caiu em desgraça.

Acredito que tudo o que vivemos foi devidamente planejado para o nosso bem e que, todos os nossos encontros, são reencontros necessários para atingirmos o objetivo para o qual fomos criados.

Sim, acredito em milagres e os vejo diariamente, pois todos os dias vejo pessoas se transformando em seres humanos melhores.

Não! Sou absolutamente descrente em relação a qualquer serviço religioso a favor do bem, para mim um mundo sem religiões seria infinitamente melhor para a humanidade, pois a religião é o que divide as pessoas, fragmenta a humanidade, torce a verdade em benefício próprio, cria fanáticos, produz guerras santas, estupra o direito e o livre arbítrio, gera gente ignorante em escala industrial, inflaciona o preconceito, transforma gente de bem em completos idiotas arrogantes, amordaça a inteligência e o bom senso transformando pessoas em anencéfalos, reprime e classifica fisiologias e biologia de forma moral e torpe, assassina a razão a favor de dogmas espúrios, castra, limita, esquarteja o Homem, o limitando ao máximo e o deixando funcionando à míngua. Por outro lado sou totalmente a favor da espiritualidade individual.

Acredito na força da graça, da bondade, da caridade, do auxílio, da compreensão, da boa palavra na hora certa, na cura através do tempo, na restauração e na mudança, no louvor e na gratidão, na multiplicidade de vidas, nos portais dimensionais...

Creio na realidade dos sonhos e na ilusão da realidade, no valor da morte e na vaidade da vida, no valor do perdão e na realidade da compreensão, na importância de relevar e nos assentar um pouco no universo alheio.

Acredito piamente na providência de Deus, em Seu Amor por todos nós e em Sua bondade, mesmo que tudo ao meu redor grite que não e nos mostre misérias e destruições, maldades e perversidades desenfreadas, permaneço crendo que tudo é como deve ser, visto que a minha inteligência é limitada e o meu entendimento obscuro diante da Majestade Daquele que É.

Creio que fomos criados para a independência e que essa independência só será adquirida após o Amor se instalar em nós e pudermos dizer que SOMOS amor e não que TEMOS amor.

Acredito que aprenderemos muito mais observando o Observador e comparando as nossas ações em relação às Dele do que nos mantermos a vida toda no divã. Basta não fazer o que Ele não faz e fazer o que Ele faz.

Creio no silêncio eterno que grita profundamente em nosso espírito, na mudez divina que nos instrui a andar por nossas próprias pernas e a fazer as nossas próprias escolhas e colher as consequências de tudo isso, para o bem ou para o mal.

Acredito na pedagogia da vida, no ensino do dia a dia, nas experiências dos milênios de existência, no aperfeiçoamento de todos.

Enfim, posso dizer que sou um homem de fé, pois creio no inacreditável e vivo de forma tranquila, segura e confiante, já que tudo é exatamente como deve ser.

Nada e nem ninguém tem poder de nos fazer o mal, ao menos não por muito tempo. A cada dia uma nova chance, a cada vida um novo estágio; a cada morte mais uma injeção de consciência.

Viver é a mais fascinante de todas as viagens e a consciência de que não estamos em casa, mas cursando a Universidade do bem é o que mais nos conforta enquanto respiramos, pois todos nós seremos diplomados pela faculdade da consciência.

_/|\_ NAMASTÊ!

Cláudio Nunes Horácio

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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PISTANTROFOBIA

É difícil permanecermos saudáveis em meio às vivências ilusórias que são produzidas por nossos autoenganos, isso, porque somos auxiliados e conduzidos para o erro por pessoas de má índole, mau caráter, espíritos espúrios, abjetos e prontos a nos enganar.

Claro que se não fosse a nossa credulidade e ingenuidade, não seríamos presas tão fáceis desses predadores emocionais, sanguessugas a nos roubar o que temos de mais precioso na vida: nosso amor, fé, confiança, paz, dedicação, bondade, esperança, ternura, bons olhos sobre a vida e sobre as pessoas.

No processo da ilusão há projeções daquilo que temos para aqueles que olhamos, portanto, não vemos o que nos é apresentado, mas uma tela em branco a qual projetamos o nosso interior. E porque o que está sendo lançado nessa pessoa tela de projeção corresponde ao que há no nosso interior, fica fácil de sermos ludibriados, enganados e iludidos.

Tudo é mágico justamente porque é ilusão, por isso o ilusionista nos convence da realidade da magia e da mentira e, assim, enquanto enganados e crentes nas muitas mentiras, vamos vivendo felizes pensando que como é conosco é com ele, como é com ele é conosco. Ledo engano!

Por tudo isso é que des-iludir é preciso, pois somos chamados à consciência e a realidade e não ao transe da inconsciência e do engodo.

O fato é que nos tornarmos apavorados em relação a confiarmos novamente nas pessoas, ou seja, adquirirmos pistantrofobia em nada nos ajudará a crescer, a amadurecer e a detectarmos as dissimulações e manipulações da realidade que esses demônios (des) humanos fazem para nos iludir.

Se olharmos de baixo para cima, esses realmente se dão melhor na vida do que os sinceros e honestos, porém, como não sou ateu, creio na força do bem e da verdade, por isso sei que quem pratica o mal, a mentira, o engano, a dissimulação e a sedução para ludibriar é que ficará com uma grande dívida com a vida, conosco, com a justiça e com Deus.

Na verdade, a alma do enganado adoece por um período, mas voltará a ser saudável; já a alma do enganador estará duplamente enferma, visto que em sua cabeça, se ele engana, todos enganam, se ele mente, todos mentem.

A alegria está em saber que ao menos nós que fomos enganados teremos novas chances de felicidade, pois nos mantivemos integrados e sinceros; já a infelicidade dos enganadores é certa, afinal, nós podemos ir embora e fugir dos predadores, porem eles terão de conviver consigo mesmos para sempre.

Para quem é bom, íntegro, leal e sincero, sempre haverá novas chances de felicidade real, só não podemos viver vitimizados, pois aí teremos sido contagiados pelo mal que nos molestou.

O segredo é o perdão, a fé e o amor, pois diante dessas grandezas não há poder capaz de nos fazer o mal.


Cláudio Nunes Horácio