sexta-feira, 11 de maio de 2018

A DOR DOS PAIS


Ter filhos dói!
Dói quando os parimos;
Dói quando têm cólicas;
Dói quando os deixamos na escolinha ou na creche;
Dói quando caem ao começarem a andar;
Dói quando começam a balbuciar suas dores;
Dói quando os deixamos anualmente na escola no primeiro dia de aula;
Dói quando os educamos, corrigimos e exigimos que façam as coisas certas;
Quando menstruam ou ejaculam pela primeira vez;
Quando se tornam adolescentes e descobrimos que a partir daquela data alçarão voos longe de nós.
Dói quando percebemos que vestem “a couraça do sabe tudo” ao notarem inconscientemente que o mundo é grande demais e a vida excessivamente perigosa para quem está no comecinho e ainda não sabe nada.
Dói os vermos tropeçar e cair, se arrebentarem e continuarem tentando e tentando e tentando...
Dói compartilhá-los com o primeiro namorado, a primeira transa e todos os corações partidos no decorrer da vida inteira.
Dói vê-los mudar de cidade para cursar aquela faculdade ambicionada;
Dói vê-los se casarem, irem embora de casa definitivamente para que a vida providencie que se tornem adultos;
Dói enxergarmos seus erros tolos com seus cônjuges, filhos, patrões;
Dói não sermos acatados em nossos conselhos preciosos;
Dói percebermos que mesmo quando eles se julgam adultos ainda não passam de crianças inexperientes que só fazem besteiras no cotidiano: não têm ideia de como lidar com a vida, marido, esposa, filhos, profissão, espiritualidade...
Dói quando ficam desempregados, quando parem, adoecem...
Dói percebermos o pavor nos olhos deles quando envelhecemos e estamos prestes a completar a nossa missão na Terra;
Dói sabermos que sofrerão com a nossa morte e que, mesmo involuntariamente, lhes causaremos essa dor.
A paternidade e maternidade é a expressão máxima do amor de Deus, é incondicional, intransponível e incomparável. É na condição de pais que desfrutados do coração de Deus; é nessa condição que Deus compartilha do seu Amor conosco.
A única maneira de sentirmos o coração de Deus batendo dentro do nosso peito é aceitando e nos rendendo ao Amor Incondicional que sentimos por nossos filhos.
É nesse sentimento que Deus se apresenta exatamente como É!

Cláudio Nunes Horácio

quinta-feira, 15 de março de 2018

TERRA - A MATRIX SURREAL

A complexidade da vida é de difícil elaboração, visto que são inúmeros os fatores que teremos que juntar e abordar: a vida material, física, psicológica; a sociedade que estamos inseridos, a política com suas leis, normas e corrupção; o planeta, o clima; o trabalho e a profissão; os diversos relacionamentos com as suas interações; a educação e a cultura; a família, a religião, as crenças e a fé ou a falta dela...

A saúde mental do planeta está afetada por tantos sistemas artificiais que elaboramos para viver; praticamente nada é natural e simples, mas complexo e artificial.

Criamos muitas coisas para facilitar a vida: a roda, o aço, a pólvora, a geladeira, os fertilizantes e agrotóxicos, mas nos perdemos em seguida.

O pior é não sabermos onde estávamos e como retornar, é não entendermos nada de coisa alguma. A ignorância que, às vezes, pode ser uma bênção, nesse caso é uma tragédia.

Todos os sistemas criados com o objetivo de nos auxiliar, hoje, se corromperam a tal ponto, que nos tornamos escravos dele.

Não somos livres para agir, pensar e sentir, mas é ele, o sistema, quem nos diz o que fazer, sentir e pensar.

Nascemos e desde sempre somos adestrados para responder as demandas daqueles que nos governam.

Podemos ter pontos de vistas opostos sobre um mesmo assunto, dependendo da ocasião, tudo dependerá do bombardeio midiático que fizerem sobre nós e o quanto estamos contaminados por ele.
É assustador pensar que nesse sistema o qual nascemos e vivemos é um zoológico que nos trancafia e nos manipula para que façamos aquilo que lhe mantenha sólido e poderoso, pois quanto mais vivemos, mais rígidos e pedrados ficamos.

Aqui ninguém é normal, o mais são e lúcido baba colorido e é capaz de matar a mãe e castrar o pai, esfolar os irmãos e empalhar o cônjuge.

Vivemos num mundo absolutamente assustador sob a ótica da moral divina, das orientações teístas e da fé cristã.

O absurdo é tamanho que para que estejamos vivos precisamos ter um papel que diga isso, nossa presença viva não é suficiente para comprovar que estamos vivos. Nada aqui é simples e prático, mas complicado, confuso e burocrático.

Quando lemos que “o mundo todo jaz no maligno”, conforme nos ensina o apóstolo João, não temos motivos para duvidar, basta observarmos cinco minutos que nos convenceremos disso.

Nascer na Terra é encarnar num pesadelo surreal sem horizontes e sem soluções. O terráqueo que teme o inferno é porque ainda não se deu conta de onde está!

Cláudio


                                                                                                                                                                                                                                  

domingo, 17 de dezembro de 2017

A MORTE

“Mais vale ir a uma casa em luto do que ir a uma casa em festa, porquanto este é o fim de todo ser humano; e desde modo, os vivos terão uma grande oportunidade para refletir.” (Eclesiastes 7.2 KJA).

Morrer significa separar o corpo do espírito, a pessoa deixa de ser uma alma vivente e o corpo volta ao pó e o espírito volta a Deus que o deu.

“Sim, com certeza, lembra-te de Deus, antes que se rompa o cordão de prata, ou se quebre a taça de ouro; antes que o cântaro se despedace junto à fonte, a roda se quebre junto ao poço; o pó retorne à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o concedeu.” (Eclesiastes 12.6-7 KJA).

Não há morte no sentido de inexistência do ser em nenhuma confissão religiosa cristã, apenas uma mudança de dimensão, um ultrapassar das fronteiras que nos limitam à geografia terrestre, ao espaço e ao tempo que estivermos vivendo como alma.

Para aqueles que têm fé a vida não tem fim, quando há a destruição do veículo usado pelo espírito aqui deste lado da vida, sabemos que de fato foi o espírito que ficou livre do corpo, sem as limitações que o prendiam na Terra. É como um mergulhador que se livra do escafandro e sai nadando livremente.

O choque violento que a morte causa, especialmente a morte de pessoas novas que morreram em acidentes terríveis é que não entendemos o significado real da morte, ou que apenas acreditamos no que ela seja de maneira vã e torpe, da boca para fora.

Quem tem fé de fato confessa aquilo que Jesus nos ensinou:

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;
e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (João 11.25-26 ARA).

Não é possível que alguém que creia nisso de todo o seu coração se desespere diante da realidade da morte.

A questão toda é que ninguém busca a Deus, não sabem nada, não se interessam e estão totalmente perdidos. Acreditam que a vida é isso que veem e apalpam aqui na Terra. Quando percebem que isso é passageiro e que a vida é frágil, desesperam-se.

A maioria não tem fé, possuem no máximo crendices; o que não os protege das dores nem da vida e nem da morte. O deus da maioria são as riquezas e os prazeres terrestres, quando alguém próximo perde isso, o pavor toma conta dos corações vazios.

A futilidade foi entronizada nos tronos dos corações humanos; tudo é vaidade, fútil e inútil; praticamente ninguém quer saber sobre o além-túmulo, sobre os fatos divinos, as suas obras e sobre os ensinamentos do Salvador.

Para que não pensem na morte que os apavora, mergulham tão profundamente no materialismo, no egocentrismo, nas mais diversas tolices mundanas que conseguem viver hipnotizados, como se a morte não existisse.

Mas o fato é que a morte é real: morrem fetos, bebês recém nascidos, jovens, adultos e idosos; ela não tem preconceitos de idade, ela simplesmente nos leva quando acabar o nosso tempo aqui.

A única maneira de a enfrentarmos é adquirindo consciência sobre ela, sobre o seu significado, suas realidades, consequências e obras póstumas.

Foi Deus quem nos deu a vida, é Ele quem as tira de nós. Somente nEle esse problema terá solução. Busque-O!

Cláudio


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Vinícius tinha razão: “o sofrimento é o intervalo entre duas felicidades”

Por 
 Pamela Camocardi

A vida não é um comercial da margarina. O correr dela envolve aprendizagem nos piores momentos, alegrias depois de muito esforço e cura depois de muitas feridas.
E, para piorar, bate no estilo que Rocky Balboa definiu: “ninguém vai bater mais forte do que a vida.
não importa como você vai bater e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha”.
Há muitas teorias sobre felicidade e sobre como alcançá-la, inclusive a de que você tem que correr atrás para merecê-la. Quanta bobagem! Primeiro porque felicidade não é um objetivo a ser alcançado, segundo porque você não é um maratonista da São Silvestre. Que fique claro: felicidade é um estado de espírito e não um objetivo de vida.
É bom estarmos felizes mas, nesse estágio, não há nenhum tipo de aprendizagem. Para que possamos evoluir como seres humanos, muitas vezes, a felicidade vem embalada em um papel de sofrimento. Entenda que não há felicidade sem dor e não há dor sem aprendizagem. Ninguém aprende sobre economia, se nunca precisou economizar. Ninguém aprende sobre morte, se nunca enfrentou um luto. Ninguém adquire inteligência emocional, se nunca foi rejeitado.
Estar no processo de aprendizagem, mesmo que diante de um sofrimento, é enriquecedor. Aprendemos a repartir, a ser solidários, a sermos compreensíveis. O que, aliás, não aconteceria se a vida fosse só risos. A verdade a gente precisa mesmo de uns tapas na cara para enxergar a realidade tal qual ela é e para aprender a valorizar o que, realmente, importa.
Note que as pessoas mais incríveis do mundo são dotadas de sabedoria, de inteligência e discrição e adquiriram essas qualidades depois de muitas lágrimas. As músicas mais belas foram criadas em um momento de melancolia e os poemas mais profundos em um momento de saudade. Então, meu caro, sinta-se privilegiado em sofrer.
Vinícius só soube falar de solidão, depois de passar por nove grandes amores e definia a alegria como, quase, inatingível (tão romântico, quanto exagerado). “É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num movimento de equilíbrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máximo para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível.”
Beethoven redigiu a Nona Sinfonia em momentos de profunda tristeza e Fernando Pessoa escreveu a maioria de seus textos quando se sentia entediado (isso explica, talvez, tantos heterônimos). Agora seja sincero, o que leva você a pensar que a vida seria diferente com você?
Pode parecer estranho, mas tão importante quanto o amor, é o sofrer. Se sem o amor a vida é triste, sem o sofrimento não há evolução intelectual e emocional. Proust afirmava que “Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim”. Sofrimento é passageiro, mas o ensinamento adquirido com ele, eterno. É preciso ver além do muro e acreditar que dias melhoras virão.
Ninguém sofre para sempre, nem chora o tempo todo. Sempre haverá outros amores, outros motivos, outras alegrias. Encarar um sofrimento como um desafio é ser merecedor da felicidade que virá depois dele.
Aprenda a superar os desafios impostos pela vida. Chore, grite, sofra, mas supere. Porque sofrer é teu direito, mas superar é sua obrigação.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A IGREJA ESTÁ ACIMA DA BÍBLIA?

Igreja é conjunto de discípulos do Senhor Jesus Cristo.

Igreja NUNCA foi, nem jamais será, uma instituição religiosa.

Logo, ela não é nem romana e nem protestante, mas é católica no sentido de ser universal, onde há todas as etnias: judeus e gentios.

As Escrituras são o compêndio das decisões da Igreja, além é claro, de registrar a biografia do Senhor Jesus Cristo nos 4 Evangelhos e a história da Igreja em Atos.

A questão é que os discípulos primitivos tiveram o cuidado de deixar por escrito àquilo que a igreja deveria fazer, praticar e obedecer ou desprezar e abominar.

Fizeram isso por necessidade, já que as viagens eram longas, e para que as suas decisões não se perdessem no tempo. Logo, decidiram deixar registrados e documentados aquilo que julgaram ser a coisa certa a se fazer nas diversas situações cotidianas, individuais e/ou coletivas.

A Igreja primitiva era perseguida brutalmente até a suposta conversão do imperador Constantino em 312 a.D., depois veio Teodósio I que em 380 a.D. estabelece o cristianismo como a religião oficial do império romano, através do Édito de Tessalônica.

Com a institucionalização do cristianismo como a religião oficial do Império Romano, todos os moradores do império supostamente se converteram ao cristianismo.

Só que a conversão a Cristo é algo de foro íntimo e individual e, jamais, poderia se dar por decreto imperial. Foi isso que fez com que os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, que escreveram as Sagradas Escrituras para a preservação da doutrina, fossem misturados com o joio imperial.

É aí que surge a Igreja Católica Apostólica Romana, com discípulos de Jesus Cristo misturados ao joio imposto pelo imperador. 

Foi no Sínodo de Laodicéia em 360 a.D. que a Igreja Católica Romana estabeleceu o cânon das Escrituras, isso é um fato histórico!

A questão não é QUEM estabeleceu o cânon, mas quem APÓS estabelecer o cânon como Palavra de Deus inspirada, PERMANECEU FIEL aos seus ensinamentos e quem se desviou profundamente dos ensinos registrados na Palavra de Deus (as Sagradas Escrituras).

Ou seja, a Igreja Católica Apostólica Romana estabeleceu quais textos fariam parte do cânon da bíblia e, posteriormente, sistematicamente e lentamente foi se desviando dos seus ensinamentos e tomando caminhos condenados por ela.

As Escrituras Sagradas são as instruções primárias dos apóstolos, a instituição chamada Igreja Católica Apostólica Romana a preservou, organizou, e canonizou; isso é fato histórico!

Agora, a confusão está em dizer que as Escrituras são aquilo que a Igreja Católica Apostólica Romana pregava, ensinava e praticava de forma não grafada, antes de haver qualquer Escritura. Pois o fato é que antes de haver qualquer Escritura do Novo Testamento, os verdadeiros discípulos do Senhor Jesus (que faziam parte da Igreja Primitiva muito antes de surgir a Igreja Católica Romana), praticavam, pregavam e ensinavam o que consta nas Escrituras.

Quem nos deixou as Escrituras do Novo Testamento foram OS DISCÍPULOS de Jesus Cristo, ou a Igreja Primitiva e não A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, pois essa ainda não existia.

Jesus Cristo NUNCA FUNDOU IGREJA INSTITUCIONAL ALGUMA, jamais pensou em Igreja como instituição, mas SEMPRE como um conjunto de pessoas que creem Nele. Como um organismo vivo que é a sua noiva.

A instituição Igreja Católica Apostólica Romana não é a Igreja de Jesus Cristo, não é a noiva do Cordeiro e não é a detentora dos oráculos de Deus. (Nem a igreja evangélica ou alguma outra instituição).

 A ÚNICA IGREJA DE JESUS CRISTO SÃO O CONJUNTO DAS PESSOAS QUE SÃO VERDADEIRAMENTE CONVERTIDAS, QUE SÃO LUZ DO MUNDO, SAL DA TERRA E SÃO TRIGO.

Qualquer instituição mistura o joio com o trigo. Já a verdadeira Igreja do Senhor Jesus Cristo não tem joio. Ela é invisível e só quem a conhece é Deus.

Jesus disse que odeia essa diferenciação entre clero e leigos:
“Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio.” (Ap 2:15)

OBS: A Palavra de Deus é Jesus; Jesus é a Palavra de Deus. Não confunda o Filho de Deus com o livro. A Igreja é o corpo de Cristo, é um organismo; não confunda esse organismo com uma instituição religiosa.

Cláudio Nunes Horácio